
Os profissionais do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) entram em greve a partir de hoje por tempo indeterminado. Os profissionais das duas agências da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), em Rondonópolis, aderiram ao movimento e irão garantir apenas os 30% das atividades essenciais, conforme exige a Lei de Greve. Os servidores fizeram uma paralisação por três dias, de terça a quinta-feira, período em que aguardavam uma proposta do Governo do Estado sobre aumento salarial. Como não foi aberta a rodada de negociação, a categoria definiu ontem, na capital do Estado, pela greve.
Muitos usuários continuam procurando as unidades da Ciretran na cidade, buscando uma alternativa, informação ou mesmo tentando enquadrarem-se nos 30% de serviços essências que são priorizados no atendimento do órgão. Um funcionário que preferiu não ser identificado disse que muitos rondonopolitanos não vêm respeitando o direito de greve dos profissionais e proferem palavras de baixo calão contra os mesmos.
Em recente entrevista ao A TRIBUNA, o chefe da Ciretran, Carlos Nazário, destacou que o atendimento mínimo está sendo cumprido visando garantir a legalidade da paralisação. “Todos os servidores estão trabalhando em sistema de revezamento para cumprir com o atendimento essencial, conforme recomendado pelo Sindicato”.
São considerados trabalhos essenciais no Ciretran os processos em que o usuário está com recibo vencendo, emissões de emplacamento e outros casos de extrema necessidade.
Os profissionais cobram do Governo do Estado a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Salário (PCCS) e melhoria salarial, uma vez que a última correção ocorreu em 2008. Atualmente, disse Nazário, Mato Grosso possui apenas 64 Ciretrans que atendem os 141 municípios. “Cobramos mais agências para que os servidores possam atender melhor e mais rápido os usuários”, comentou ele.
A categoria cobra aumento salarial e que diminua o repasse do Detran para outros órgãos, uma vez que o Detran é o segundo maior arrecadador para o Estado e não fica com 10% dessa fatia.
POLÍCIA CIVIL TAMBÉM PARA
Em assembleia geral realizada ontem, investigadores e escrivães da Polícia Civil também decidiram por greve por tempo indeterminado. A informação foi postada no site do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais de Mato Grosso (Siagespoc). “Pedimos aos investigadores e escrivães do estado que mantenham somente os 30% do efetivo que exige a lei”, diz o sindicato em seu informe.



