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Na Lions: Estado precário de hospital é escancarado na Câmara

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Vereadores chegaram a falar até em interditar a unidade devido os vários problemas estruturais (Foto – Valdeque Matos)

O estado de precariedade em que se encontra o Hospital Municipal Cristyan Mary da Silveira e Lima, também conhecido como Hospital da Lions, foi escancarado na reunião da Ordem do Dia da Câmara Municipal realizada na tarde de ontem (26).

Vereadores chegaram a falar em interditar a unidade hospitalar, que foi implantada pela gestão Zé Carlos do Pátio (PSB) em 2020 num prédio adquirido pelo município que no passado abrigou um hotel.

“Não é só o telhado que tem problemas. O hospital está em situação de calamidade pública. Não dá para chamar aquilo ali de hospital”, desabafou a vereadora Kalynka Meirelles (PL)

Junto com o colega Paulo Schuh (PL), Kalynka esteve na unidade, na semana passada, para averiguar denúncias que receberam. Diante do que viram, ela requereu a presença de técnicos da prefeitura para prestarem esclarecimentos sobre a reforma realizada na unidade, como a do telhado, que vem apresentando muitas goteiras.

“Estamos falando de saúde, falando de vidas. Estive lá e vi um senhor de 80 anos no isolamento de Covid, que poderia estar com seus pulmões comprometidos, numa sala alagada e com uma goteira em cima da cama dele”, denunciou a vereadora, lembrando que recentemente foi feita uma reforma no telhado que custou mais de R$ 435 mil.

Paulo Schuh que chamou a obra do telhado de “gambiarra” malfeita e de desperdício de dinheiro público, também questionou a reforma do centro cirúrgico estimada em quase R$ 1,5 milhão, como indicava a placa que foi instalada na frente da unidade.

“Acontece que para nossa surpresa, após o vídeo que fizemos na semana passada, a placa foi retirada do local”, disse ele, acrescentando que o prédio não tem condições de funcionar como hospital.

“Não dá para o município ficar gastando dinheiro em cima do que não presta. O melhor seria derrubar tudo e construir um novo. Pois, nunca vai ficar bom e seria mais barato”.

O vereador Dr. Jonas Rodrigues (MDB) destacou que o Hospital da Lions, segundo informações provenientes de um levantamento realizado, tem um custo elevado e vem servindo apenas de “pousada” para que pacientes aguardem transferência para outras unidades hospitalares.

“Não tem (Hospital da Lions) nenhuma habilitação da União ou do Estado. Por isso, sem contrapartida, o município vem arcando com a sua manutenção elevada com recursos próprios”, observou o parlamentar.

Segundo ele, este custeio do Hospital da Lions vem causando um estrangulamento na saúde pública municipal, uma vez que a prefeitura vem investindo muitos recursos em uma unidade que pode ser absorvida por outros hospitais, como Santa Casa, Materclin, por exemplo.

“Precisamos rever esta situação e esta hipótese de interdição não é uma má ideia não”, atestou o Dr. Jonas.

 

 

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Reconheceu

O engenheiro da prefeitura reconheceu que a obra executada tem problemas e que o município já notificou a empresa pelo menos três vezes. Sobre a reforma do centro cirúrgico, o engenheiro disse que não foi iniciada por estar em processo administrativo. Por isso, a placa com informações sobre a obra foi retirada. “Já a placa do telhado foi pelo fato de já estar concluída a reforma”.

Ausência

Os vereadores também cobraram a presença do fiscal da obra, mas, como ele foi exonerado, não compareceu. A ausência fez o vereador Guinancio (PSDB) afirmar que o requerimento da vereadora não foi cumprido e, com isso, o esclarecimento da situação ficou prejudicado.

Líder do prefeito na Casa de Leis, o vereador Reginaldo Santos (SD) disse que as informações desta obra estão mais relacionadas à Secretaria de Saúde e não à Sinfra, como foi requisitado pela vereadora Kalynka.

Então, encaminhou, com a concordância da vereadora do PL, para que a secretária Ione Rodrigues vá até a Câmara, na próxima semana, dar explicações.

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Com certeza alguém sai ganhando com essas reformas que não acabam nunca! Por isso q tem um monte de obra parada, depois q começa a obra tem que fazer aditivo de valor para compensar o baixo valor ofertado na licitação pelas empresas do esquema. Prejuízo só para o povo! Acorda Câmara que aí tem rolo!

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