Bastidores da República

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FORÇAS ARMADAS
O grande desafio do novo ministro da Defesa, Celso Amorim,   é o reaparelhamento das Forças Armadas brasileiras. Para        tanto, Amorim terá que batalhar para ampliar os recursos  do ministério.

MANUTENÇÃO
Além do reaparelhamento, a guerra de Amorim será pela  manutenção dos setores mais sensíveis à segurança nacional.

OPOSIÇÃO
Celso Amorim, um nacionalista e patriota, ainda enfrenta a     ira de setores mais conservadores – e até de ultradireita – dentro e fora das Forças Armadas. Mas está fortalecido pela                 presidente Dilma.

MAIORIA
Por outro lado, a grande maioria dos comandantes das Forças Armadas está ao lado de Celso Amorim e considerou a            nomeação dele pela presidente Dilma acertada, já que é uma aliado do meio militar, desde quando era chanceler.

DIPLOMATA
Amorim também tem a simpatia por ser um diplomata, sabe ouvir e decide democraticamente, bem ao contrário de seu antecessor, que gostava de se impor. Era um autoritário,          segundo muitos militares.

USO DA FARDA
Egocêntrico e arrogante. Assim que Nelson Jobim era visto pela cúpula das Forças Armadas. O uso que ele fazia da farda sem nunca ter sido militar era um desses indicativos, avaliavam.

PMDB E DILMA
Ainda vai dar muito que falar a prisão de peemedebistas do Ministério do Turismo, pela Polícia Federal na semana que passou. As principais lideranças do partido se mobilizam em protesto.

SARNEY E TEMER
Enquanto isto, o presidente do Senado José Sarney, e o vice-presidente da República, Michel Temer, tentam colocar panos quentes para evitar que a revolta se generalize.

‘INJUSTIÇADO’
O presidente peemedebista, por exemplo, Valdir Raupp, insiste que o partido foi “injustiçado” com a operação da Polícia Federal, também criticada pelo comando nacional do PMDB.

SEM PROVAS
Raupp reclamou, sobretudo, da prisão do peemedebista Colbert Martins, secretário nacional de políticas de Desenvolvimento para o Turismo, “sem uma única prova”.

EXAGEROS
Temer, apesar de não querer dar grande dimensão ao problema, acabou admitindo que os exageros da operação da PF foram ‘notórios’. O uso de algemas, por exemplo, que acabou sendo criticado até pela presidente Dilma.

‘HARMONIA’
Por outro lato, Michel Temer insiste em dizer que a relação do governo com o Congresso é de “harmonia absoluta” e que é “normal” o mal-estar provocado pela decisão da base aliada sobre as votações de emendas.

CONDIÇÃO
Ele se refere ao fato de a base aliada na Câmara de condicionar as votações na Casa à liberação de emendas parlamentares.

FRASE DO DIA
Do vice-presidente Michel Temer: “Acho que os deputados têm razão em pretender levar para as suas bases as emendas.”

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