Para a gerente de Saúde Mental do Município, a psicóloga Rhafaela Marques Monteiro Salgado, a família tem papel fundamental no uso problemático de drogas lícitas ou ilícitas. “O que ocorre é que a família, na maior parte dos casos, deixa aquele que faz uso de drogas chegar ao pico para então procurar ajuda”, explica. Para ela, é importante que a ajuda venha ainda no começo, assim que se perceber que a pessoa está fazendo um uso problemático de uma droga lícita ou ilícita.
De acordo com a psicóloga, até mesmo a adesão do paciente ao tratamento é mais difícil quando a dependência atinge o seu pico. Nessas situações, geralmente o paciente tem crises de abstinência e alguns precisam se passar por processo de desintoxicação, ou até mesmo, necessitarem de internação.
Quando a busca por ajuda ocorre no início, acompanhamentos como o aquele que é feito pelo Caps-AD pode ser a opção para o paciente. Mesmo neste estágio, a psicóloga ressalta que a família deve estar presente. “Assim como na percepção do abuso de drogas, a família é fundamental no processo de tratamento”, reforça.
No Caps-AD há grupos direcionados para as famílias dos dependentes químicos, para que estes cumpram melhor o seu papel na recuperação do paciente.
Para quem precisa de ajuda, pode procurar o Caps-AD pelo telefone (66) 3411-5013.



