Município adere a programa contra as drogas

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Gerente do programa de Saúde Mental do Município, a psicóloga Rhapaela Marques Monteiro Salgado: "É um programa de implantação de diversos dispositivos em diversos setores"
Gerente do programa de Saúde Mental do Município, a psicóloga Rhapaela Marques Monteiro Salgado: “É um programa de implantação de diversos dispositivos em diversos setores”

Rondonópolis se uniu com mais 17 cidades brasileiras que fazem parte do programa do Governo Federal ‘Crack, é possível vencer’ e com isso, deve ampliar a rede de prevenção e tratamento para usuários de drogas, bem como de combate ao tráfico de entorpecentes. Hoje, segundo a gerente do programa de Saúde Mental do Município, a psicóloga Rhapaela Marques Monteiro Salgado, o programa consiste em receber apoio do Governo Federal para a implantação de diversos dispositivos em setores diferenciados. No programa, atuam a saúde, na prevenção e no tratamento, e a segurança pública no combate ao tráfico e narcotráfico.

A gerente explica que o programa possui três eixos: prevenção, cuidado e tratamento, e, autoridade. Para cada um dos eixos estão envolvidos setores diferenciados. “É um programa de implantação de diversos dispositivos em diversos setores”, define Rhafaela Salgado, que é a principal responsável pelo programa ‘Crack, é possível vencer’ em Rondonópolis.

Na prevenção, o Município já está tendo a capacitação de profissionais nos Centros Regionais de Referência (CRR) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). “É um curso que consiste na capacitação para profissionais que trabalham com usuários de crack, outras drogas e seus familiares”, destaca a gerente, que já está realizando o curso.
No eixo cuidado, estão informações sobre os serviços e equipamentos de saúde e assistência social para atender usuários de drogas e seus familiares. Rondonópolis terá o apoio para a implantação do Caps-AD III (24 horas), do Consultório na Rua, da Unidade de Acolhimento Adulto (UAA), da implantação de leitos em hospitais gerais e de vagas em Comunidades Terapêuticas. Além disso, terá o apoio para a implantação do Centro POP, um centro especializado para atender as pessoas que vivem em situação de rua.
No Caps-AD III haverá leitos de observação para pacientes em início de crise. “Não são leitos para internação, são leitos apenas de observação para se evitar que um dependente químico entre em crise”, ressalta Rhafaela Salgado.
Já, no eixo autoridade, a finalidade é a redução da oferta de drogas ilícitas no Brasil. Rondonópolis receberá um Kit formado por uma base móvel de videomonitoramento, dois veículos e duas motocicletas. Além disso, terá policiais capacitados em policiamento de proximidade e operações da Polícia Federal para desestruturação de organizações criminosas.
Conforme a gerente, já foi realizada a capacitação de policiais militares, bombeiros e conselho de segurança, por meio do curso ‘Redes de Atenção e Cuidado’, para que lidem da melhor forma possível com os usuários de drogas.
A implantação da estrutura para o programa, bem como a realização dos cursos, é de responsabilidade do Governo Federal.

A atual situação em Rondonópolis

O programa visa a prevenção, o tratamento e o combate ao tráfico e narcotráfico
O programa visa a prevenção, o tratamento e o combate ao tráfico e narcotráfico

Hoje, Rondonópolis conta com o Centro de Apoio Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD) que atende pacientes que possuem uso problemático de drogas lícitas e ilícitas, onde os pacientes ficam em acompanhamento em projetos terapêuticos individuais. Alguns precisam frequentar o Caps-AD diariamente, outros duas ou três vezes por semana, dependendo de cada caso.

De acordo com a gerente de Saúde Mental do Município, a psicóloga, Rhafaela Marques Monteiro Salgado, o Caps-AD tem atualmente de 90 a 100 pacientes, destes, 99,9% são usuários de pasta-base e em muitos casos, também de álcool. “A maioria dos casos o paciente faz uso da pasta-base, concomitante com o álcool”, explica a psicóloga.

O Caps-AD recebe dependentes químicos em adesão ao tratamento. “São pessoas que aderiram ao tratamento e que possuem uso problemático de drogas lícitas e ilícitas”, acrescenta Rhafaela Salgado.

A psicóloga relembra que em Rondonópolis os dependentes químicos usam a pasta-base e não o crack e destaca que os dois possuem formulações diferentes, mas tanto um quanto o outro, são subprodutos da cocaína e são fumados. “Não tem diferença entre aquele que faz uso de pasta-base ou crack, os problemas são os mesmos”, reitera.

Já, para aqueles que necessitam de internação, Rondonópolis precisa referenciar os pacientes para vagas em comunidades terapêuticas fora do município. Hoje, não há no município uma comunidade terapêutica que atenda pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para pacientes em crise, o atendimento pode ser feito no Pronto Atendimento (PA), onde o paciente permanece até o final da crise, ou ainda pode ser encaminhado para o Hospital Paulo de Tarso, onde pode permanecer por até 30 dias, apenas por um período de desintoxicação.

O importante papel da família

Para a gerente de Saúde Mental do Município, a psicóloga Rhafaela Marques Monteiro Salgado, a família tem papel fundamental no uso problemático de drogas lícitas ou ilícitas. “O que ocorre é que a família, na maior parte dos casos, deixa aquele que faz uso de drogas chegar ao pico para então procurar ajuda”, explica. Para ela, é importante que a ajuda venha ainda no começo, assim que se perceber que a pessoa está fazendo um uso problemático de uma droga lícita ou ilícita.

De acordo com a psicóloga, até mesmo a adesão do paciente ao tratamento é mais difícil quando a dependência atinge o seu pico. Nessas situações, geralmente o paciente tem crises de abstinência e alguns precisam se passar por processo de desintoxicação, ou até mesmo, necessitarem de internação.
Quando a busca por ajuda ocorre no início, acompanhamentos como o aquele que é feito pelo Caps-AD pode ser a opção para o paciente. Mesmo neste estágio, a psicóloga ressalta que a família deve estar presente. “Assim como na percepção do abuso de drogas, a família é fundamental no processo de tratamento”, reforça.
No Caps-AD há grupos direcionados para as famílias dos dependentes químicos, para que estes cumpram melhor o seu papel na recuperação do paciente.
Para quem precisa de ajuda, pode procurar o Caps-AD pelo telefone (66) 3411-5013.

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