Greve atinge 88% das escolas estaduais em Rondonópolis

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Ato público na manhã desta segunda-feira, na Praça Brasil, marcou começo da greve na rede estadual de ensino

Os profissionais da educação entraram em greve nesta segunda-feira (06/06), obtendo uma adesão local de cerca de 88% das unidades da rede estadual de ensino. Em Rondonópolis, o levantamento aponta que, das 33 escolas existentes, apenas quatro não aderiram ao movimento grevista. Mas o diretor da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), João Eudes, acredita que a adesão chegará a 100% até o fim desta semana. No município, são pouco mais de 14 mil alunos na rede estadual.
Para João Eudes, a avaliação do começo da greve na cidade é positiva. Ele informou que um ato público marcou o início da greve no município na manhã desta segunda-feira, na Praça Brasil, com a presença de profissionais da educação, representantes dos estudantes e vereadores. Ele informou que ainda mantém as atividades na cidade as escolas Maria Elza, Sagrado Coração de Jesus, Ramiro Bernardo e Santo Antônio. No caso da escola Sagrado, garantiu que a adesão à greve será a partir desta quarta-feira (08/06).
João Eudes externou que uma nova assembléia será realizada nesta quarta-feira, a partir das 13h, na escola Sagrado Coração de Jesus. Será uma oportunidade para avaliar a nova proposta feita pelo Governo do Estado neste fim de semana, assim como conhecer o resultado da audiência pública da categoria que foi realizada nesta segunda-feira, na Assembléia Legislativa, em Cuiabá. Os próximos passos da greve na cidade devem ser definidos nesta ocasião.
Os grevistas reivindicam o estabelecimento do piso salarial de R$ 1.312,00 e a devida aplicação dos 35% das receitas estaduais em Educação. Na recente proposta feita pelo Estado, houve a garantia de estabelecer o pagamento do piso salarial para todos os profissionais até dezembro de 2011 ou, então, para classe “A” (cargos da Educação Básica) em maio de 2011 e os demais até dezembro deste ano, sendo 10% agora em maio e 5,07% em dezembro próximo.
Para o diretor da subsede do Sintep-MT, a recente proposta do Governo do Estado é tida como absurda pelos profissionais, pois cria divisões dentro da categoria. Ele entende que qualquer recomposição não pode atender apenas uma determinada categoria em detrimento de outras. Com isso, acredita que a proposta certamente deve ser rejeitada pelo movimento.
A equipe de governo apresentou dados da arrecadação no primeiro quadrimestre de 2011, alegando que há queda da arrecadação do Estado, em virtude da crise política no Oriente, do terremoto e tsunami no Japão, e das medidas de contenção do consumo e crédito pelo Governo Federal. Com esses argumentos, o governo estadual procura justificar a impossibilidade de cumprir integralmente a reivindicação.

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  1. Até onde eu sei basta o governo aplicar o IRRF (imposto de rende renda retido na fonte) que não é repassado a educação (isso o governo não esclarece, mas reconhece!) e aplicar os recursos integralmente é um conta lógica simples.

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