A Corregedoria Geral de Justiça criou, recentemente, a figura do juiz colaborador que elege um magistrado nos diferentes pólos do Estado com o papel social de aproximar a sociedade do Judiciário. O Fórum de Rondonópolis, que compreende a Região Sudeste do Estado, elegeu para esse papel a juíza de direito da 2ª Vara Especializada de Fazenda Pública, Maria Mazarelo Farias Pinto. Ela promoverá hoje (1º), uma audiência pública para apresentar a figura do juiz colaborador. O evento acontecerá no Tribunal do Júri, a partir das 14 horas.
Mazarelo adiantou que o papel do magistrado colaborador é fazer um intercâmbio com a população, ouvindo e “trazendo para o Judiciário” sugestões, críticas e propostas que podem ser implementadas nesse poder. “O Judiciário sai do gabinete para essa aproximação. Eu como juíza, no papel de pacificadora social, quero ouvir você e saber no que cada um pode contribuir para melhorar o sistema”, descreveu ela.
A intenção da Corregedoria é conseguir uma sugestão de algum mecanismo que a Justiça consiga aplicar e possa ser revertido para melhorias nesse pólo do Sudeste do Estado. De acordo com ela, é uma situação pioneira, inusitada e que depende da participação social para atingir seu papel. “Vamos lançar essa semente e queremos colher as melhores sugestões para avançar”.
A juíza colaboradora deixou há um ano a Vara Especializada de Violência Doméstica, à frente da qual desenvolveu e lançou o projeto “Desabrochar” que ainda é mantido na comarca e oferece apoio psicológico e de assistência social às vítimas e vitimizadores dos crimes domésticos.
Mazarelo teve esse trabalho, além das atribuições de juíza, reconhecido pelo Poder Judiciário em âmbito nacional. A meta agora, disse a pacificadora social, é levar o “Desabrochar” para o pólo “saindo da esfera de Rondonópolis”.
Nessa perspectiva, a juíza acredita que o papel de juíza colaboradora é aproximar a sociedade do judiciário e promover por meio de projetos um entendimento de que muitas ações judiciais podem ser evitadas, desde que as pessoas entendem a necessidade de tratar problemas de violência ou desvios menores de conduta cedo.
“Ninguém nasce problema ou criminoso. Geralmente quem pratica violência em casa é porque sofreu quando criança. Queremos difundir o desabrochar, que defende ainda colocar psicólogos e assistentes sociais nas escolas. Quando você identifica na instituição educacional uma criança problemática já é hora de iniciar o tratamento para que sejam adultos normais e não reproduzam o que viveram na infância”, comentou.



