
Os agentes penitenciários iniciaram a greve ontem (4) com um ato na Praça Brasil, no centro da cidade, e cobraram, além das reivindicações, melhores condições de trabalho. Segundo eles, a Penitenciária da Mata Grande apresenta problemas estruturais, como paredes rachadas e demais defeitos físicos, além de contar com grande número de presos de alta periculosidade e com doenças infectocontagiosas como tuberculose e HIV.
Segundo o presidente da subsede de Rondonópolis do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Arilson Moreira Rodrigues, a greve não tem data para terminar, tudo vai depender das negociações com o governo. “Nem mesmo o adicional de insalubridade estamos recebendo apesar de já ter sido aprovado e publicado pelo Governo, que reconhece os problemas do sistema penitenciário”, afirmou.
Os agentes reivindicam aumento salarial, já que o piso da categoria é o 24° pior de todo o Brasil, com um valor de R$ 1.881, o pagamento de adicional de insalubridade, a elevação do cargo para nível superior, além de aumento de efetivo.
Durante a greve
Com a greve serão mantidos 30% do efetivo e não haverá atendimento aos advogados, nem aos oficiais de justiça – exceto para alvará de soltura -, banho de sol na quadra de esportes, visita, assistências penais, atendimento a pauta da justiça e atendimento a saúde – exceto de urgência e emergência.
Os grevistas irão manter a entrega de alimentação e de medicação de uso contínuo, além das rondas, serviços de guarita e vigilância.



