OEA apura denúncia contra o Governo do Estado

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Morte de estudante em Cuiabá entra na pauta da Organização dos Estados Americanos
Morte de estudante em Cuiabá entra na pauta da Organização dos Estados Americanos

A Comissão Internacional de Direitos Humanos vai analisar a denúncia contra o estado de Mato Grosso em decorrência da morte do estudante africano Toni Bernardo da Silva em setembro de 2011. Estudantes e movimentos sociais denunciaram o governo de Mato Grosso junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) pela decisão do Comando Geral da Polícia Militar que inocentou os soldados envolvidos na morte do estudante.
Toni foi espancado até a morte em uma pizzaria no bairro Boa Esperança, em Cuiabá,  após uma discussão envolvendo dois policiais militares que estavam à paisana e mais um empresário. Estudante de 27 anos e natural de Guiné-Bissau, Toni Bernardo era bolsista de um programa de intercâmbio do governo federal e cursava economia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desde o ano de 2006.
O empresário envolvido no caso também foi solto após 20 dias de prisão. Os dois militares e o empresário foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por lesão corporal seguida de morte.
O CASO
Segundo o boletim de ocorrência feito à época do crime, a vítima chegou ao estabelecimento por volta das 23h. No local, ele começou a pedir dinheiro aos frequentadores da pizzaria. Em uma das mesas, o universitário tentou conversar com uma mulher.
O namorado dela, o empresário envolvido no caso, e os dois policiais que estavam à paisana no local retiraram o universitário a força do estabelecimento e começaram a agredi-lo com socos e pontapés. Toni morreu no local. Uma testemunha disse  à época que ele foi espancado por cerca de 10 minutos.
REPERCUSSÃO
O ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, apresentou no dia 24 de setembro de 2011 pedido formal de desculpas ao governo de Guiné-Bissau pela morte do estudante do país africano. Entidades ligadas ao movimento negro também manifestaram repúdio contra a morte do estudante.
Toni manteve um relacionamento com uma empresária do ramo de festas infantis e deixou um filho que não teve a chance de conhecer. O corpo dele foi enterrado em Guiné-Bissau após um acerto diplomático entre Brasil e o país africano.

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