
Como foi antecipado pelo A TRIBUNA, o Diretório Central dos Estudantes (DCE), do campus local da UFMT, barrou durante todo o dia de ontem a entrada de veículos na universidade para manifestar apoio à greve dos técnicos administrativos e também cobrar mais agilidade no processo de criação da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Com nariz de palhaço, panelaço e gritos de ordem eles cobraram ações efetivas das pró-reitorias para com os acadêmicos. “Não podemos mais aceitar que os bolsistas da assistência estudantil continuem exercendo funções de técnicos, ou até mesmo substituem os próprios, pois, o DCE considera importante que o cumprimento das atividades de 20 horas semanais seja executado entre a tríade (ensino, pesquisa e extensão) tal como é afirmado pelo Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). Ainda mais, ao saber que as bolsas se encontram em atraso”, externaram os representantes do DCE.
Os acadêmicos cobram, ainda, que haja um atendimento, mesmo que parcial, na biblioteca do campus [paralisada em razão da greve dos técnicos administrativos], por ser uma das grandes fontes de estudo, oportunidade de pesquisa e na realização de diversos trabalhos acadêmicos. Mesmo reconhecendo a greve dos técnicos da UFMT, o DCE expõe as complicações provocadas pela ausência dos serviços prestados por esses trabalhadores. Os estudantes criticam ainda que, a menos de um mês para o término do 1º semestre letivo, os acadêmicos de cursos semestrais encontram sérias dificuldades na elaboração de monografias, pesquisas, artigos científicos e outros assuntos pertinentes a cada área.
Em 2007, houve uma greve mobilizada pelos estudantes do campus, reivindicando diversas melhorias que, segundo os acadêmicos, não foram atendidas em sua totalidade até hoje.
Além do apoio à greve dos técnicos, o DCE reivindica a pontualidade no pagamento das bolsas da assistência estudantil, entre elas: as bolsas permanência e monitoria, auxílio alimentação e moradia, ampliação da assistência estudantil, pagamento em dia das bolsas, ampliação da CEU [Casa do Estudante Universitário], mais recursos para os técnicos, mais concursos para professores, por acessibilidade, não exploração dos bolsistas e melhorar a estrutura da Assessoria de Comunicação (Ascom) do Campus.



