
A ideia de federalização do aeroporto municipal de Rondonópolis, levantada pelo Comitê Pró-Aeroporto do Rotary Rondonópolis, também foi analisada pelo secretário municipal de Transportes e Trânsito, Argemiro Ferreira, em entrevista ao Jornal A TRIBUNA. Ele acredita que, no momento atual, essa federalização não é algo possível e viável.
Conforme o secretário, sem que toda estrutura física e administrativa exigida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) esteja pronta, dificilmente haverá interesse de gestão por uma terceirizada, seja privada ou público-privada (como a Infraero). “Hoje, em termos de Brasil, a federalização não é mais a grande saída dos aeroportos”, diz.
Em relação ao Fundo Aeroportuário Municipal, que obtém recursos para serem investidos no aeroporto, Argemiro justificou que a gestão municipal optou por investir os recursos existentes em qualificação de pessoal, em cursos, contratação de empresas para elaboração dos documentos especiais (como MGSO, PSA, PLEM e SGSO), contratação de empresa para manutenção de serviços gerais, entre outros.
Essa decisão, segundo ele, se deve justamente porque o Governo do Estado já vem providenciando a aquisição de equipamentos como o raio-x, o Papi e a EPTA. Além disso, justifica que o caixa do Fundo, de cerca de R$ 600 mil, não consegue bancar nem a metade dos recursos necessários à EPTA, cerca de R$ 1,4 milhão.




Como pode se ter um serviço amplo no aeroporto, se existe a “máfia” da cobrança de corridas de táxi para o aeroporto sem ligar o taxímetro, e o secretário por sua vez faz vistas grossas a isso.