Dia da Poesia homenageia arte literária

- PUBLICIDADE -spot_img

Leia Mais

- PUBLICIDADE -

Centro Cultural José Sobrinho vai sediar, nesta segunda-feira, evento para homenagear a poesia

Presente inclusive na Bíblia, a poesia tem o seu dia reservado no Brasil neste 14 de março. O Dia Nacional da Poesia, nesta data, coincide com a comemoração do nascimento do escritor baiano Castro Alves. Na Bíblia, livros como o de Salmos e Cânticos dos Cânticos, por exemplo, foram escritos em linguagem poética, como o uso de metáforas. Em Rondonópolis, a poesia será reverenciada nesta segunda-feira em uma iniciativa no Centro Cultural José Sobrinho, na Rua Rio Branco, no Jardim Santa Marta.
O gerente do Centro Cultural José Sobrinho, Joelson Santos, justifica que a poesia é uma arte muito importante, mas que, ultimamente, tem sido menosprezada pela sociedade atual. Nesse sentido, resolveu realizar um evento nesta segunda-feira, a partir das 14h, para marcar o Dia Nacional da Poesia. Ele informa que a atividade será voltada para os alunos do Centro Cultural e para todos os interessados. Confirmaram presenças os poetas Valdir Xavier e Vilmar Machado (agente municipal de trânsito), mas outros poetas podem participar. Haverá espaço para declamações na ocasião.
O Centro Cultural José Sobrinho oferece atualmente atividades culturais gratuitas, a exemplo de aulas de pintura, capoeira, teatro, música, jazz, ballet e dança de rua. A intenção de Joelson Santos é implantar uma pequena biblioteca no local, visando estimular a leitura entre os alunos.
Tida como uma arte literária, a poesia tem vários representantes em Rondonópolis, sendo a maioria amadores. Veja a seguir o perfil de alguns dos poetas locais elaborado pela reportagem do Jornal A TRIBUNA, com registro no mesmo.
Conheça um pouco de alguns dos poetas locais:
Francisco de Assis
Relatando com simplicidade as coisas da vida, Francisco de Assis da Silva vem ocupando seu espaço na poesia rondonopolitana a partir das páginas do A TRIBUNA. Natural de Brasilândia (MS) está há 38 anos em Rondonópolis, onde atualmente é primeiro sargento do Corpo de Bombeiros. Com 47 anos, casado e com um casal de filhos, ingressou no mundo dessa arte literária no final da década de 1990. Uma das suas referências para a poesia foi o próprio pai, que tinha o dom da declamação. “Fui tomando gosto”, argumenta. A poesia hoje é um hobby que ele executa com satisfação. Ainda não possui livro publicado, mas tem a intenção de um dia fazê-lo. Calcula o registro de mais de 150 poesias. O poeta amador também é escritor assíduo do site na internet denominado “Recanto das Letras”, com mais de 60 poesias suas postadas.
Fátima Dalava
Os sentimentos da alma e ligados à vida marcam a poesia de Fátima Dalava. A profundidade das experiências escritas dizem muito: ilusões, amores, sonhos, confissões, as dores, as alegrias… Paranaense de Arapongas, vive hoje seus 45 anos de idade. Tem dois filhos: um casal. Além de livros de poesias, escreveu ainda obra de epístolas sentimentais. Profissionalmente, desempenhou atividades variadas como coordenadora de creche, relações públicas e comerciante. Hoje figura no cenário da literatura rondonopolitana. Certa vez, o escritor Ailon do Carmo escreveu sobre ela: “diva loura da terra das araucárias é uma poetisa inspirada”. Em um dos trechos das suas poesias, ela criou: “(…) No frasco o resto do perfume; um fio de cabelo no lenço; o aroma no ar; uma foto na moldura; várias lembranças; uma dor; um pedido de perdão; o amor no coração; tudo se transforma em poesia”.
Wilson Lemos
Jornalista, advogado e poeta, Wilson Lemos chama a atenção pela sabedoria presente em seus textos, cheios de personalidade. As lembranças são contadas com paixão, criatividade e muitas informações em suas poesias e textos. Potiguar de Currais Novos, desfruta hoje da experiência dos 78 anos de vida. Casado com Maria Carmelita de Araújo Lemos, com quem teve cinco filhos homens. Chegou para as terras de Rondon por volta de 1979. A veia poética é um dom seu, cultivado desde a adolescência. Após os 40 anos, decidiu concluir o segundo grau escolar e partir para a faculdade de Direito em uma das faculdades mais concorridas do país: a UFPE. Apesar dos admiradores, a humildade lhe leva a dizer que não se considera um poeta. Cria trovas, poesias, repentes, mas até hoje não se preocupou em coletá-los em livro. Assim como escreveu neste periódico, segue a vida: “(…) Poeta e boêmio, sem ódio e sem medo/ A vida enfrentando de frente a sorrir (…)”.
Gilson Lira
Uma das principais referências da poesia rondonopolitana, Gilson Lustosa de Lira, ou simplesmente Gilson Lira, também foi destaque no futebol local, através da cor do União. Nascido na capital do Rio Grande do Norte, Natal, o poeta possui 63 anos de idade. Graduou-se em História e Filosofia e ainda lecionou na rede estadual. A atuação no futebol se estendeu para outros clubes de destaque no País e, ainda, como radialista esportivo em Rondonópolis. Além de poesias, escreve ainda crônicas e pensamentos. Desde 1979 já escreveu inúmeras obras, com destaque para a poesia romântica. “Cada livro traduz o nosso momento histórico. Quando o espiritual me tocou mais forte, escrevi Palavras de Luz. Quando a tristeza me invadiu pela separação, surgiu Palavras Que Não Te Disse. E assim por diante”, prefaciou em uma das suas obras.
Historiador, advogado, radialista, compositor e poeta, Ailon Bispo Carmo, o popular Ailon do Carmo, é conhecido das páginas do Jornal A TRIBUNA. Crítico, muitas vezes polêmico, o escritor conquistou seu espaço na história de Rondonópolis. Filho de Guiratinga, possui hoje 67 anos de idade, estando desde 1951 em terras rondonopolitanas – apesar de ter passado por outras cidades nesse intervalo. O primeiro livro de poesias surgiu em 1976: “Parnaso e Sideral”. Mas o ingresso na vida literária se deu em 1969, em Corumbá (MS), quando conquistou o primeiro lugar em um concurso de trovas. A preocupação com a idéia, a rima e a escolha das palavras permeia suas poesias, recheadas com o tema “amor”. Uma das suas obras mais conhecidas, no entanto, é o livro “História de Rondonópolis”, em 2005. Faz parte da Academia Mato-grossense de Letras. A arte de escrever, na verdade, faz parte da sua vida.
Valdir Xavier
Tudo é motivo para Valdir Xavier transformar em poesia: a ida ao trabalho, a conversa na rua, a ida à missa, os admiradores, cada detalhe da vida… Com 73 anos de idade, o mineiro de Tiros reside em Rondonópolis desde 1985. É viúvo há 24 anos e tem quatro filhos e cinco netos. Desde criança é um grande admirador de poesias e, principalmente, literatura de cordel. Lia e decorava tudo que via nessa área. Contudo, começou a escrever bem mais tarde: a partir de 1993, com a primeira publicação sobre a morte do piloto Ayrton Senna, em 1994, na extinta Folha de Rondonópolis. Ficou conhecido na cidade ao escrever nas páginas do A TRIBUNA. Escreveu seis livros. Constantemente é convidado a participar de palestras em escolas, faculdades e outros locais. Balanceiro de profissão e cruzeirense de paixão no futebol. “Para mim, acho que a poesia é uma doença. Escrevo de dia, de noite, de madrugada… Tenho isso no sangue. Caiu como uma luva para mim”, externa.

- PUBLICIDADE -spot_img

1 COMENTÁRIO

  1. PARABÉNS A TODOS! TODOS SÃO DIGNOS DE SEREM HOMENAGEADOS!
    Aires José Pereira é escritor com 15 livros publicados, prof. Dr. do Departamento de Geografia da UFMT – Campus de Rondonópolis, Membro pesquisador do NURBA, GEGATO, membro efetivo da Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense e coautor do Hino Oficial de Rondonópolis, possuindo doutorado em Geografia Urbana pela UFU, Mestrado em Planejamento urbano pela FAU-UnB, especialização e graduação em pela UFMT – Campus de Rondonópolis.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -
- PUBLICIDADE -spot_img

Mais notícias...

Câmara muda lei: Conversão de multas de trânsito por doação de sangue vai valer também para infrações médias

.Uma alteração na lei municipal 14.733 passa a garantir que podem ser convertidas por doação de sangue ou medula...
- Publicidade -
- PUBLICIDADE -spot_img

Mais artigos da mesma editoria

- Publicidade -spot_img