Uma nova luta!

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A preocupação com o tratamento oferecido para as pessoas que conseguem vencer a Covid-19, mas acabam enfrentando uma segunda luta contra as sequelas que ela deixa, é muito válida. Nós estamos vendo casos e mais casos de pacientes que se recuperam do vírus, mas passam a enfrentar complicações que impossibilitam seu retorno às suas atividades normais, e muitas foram até levadas de volta ao hospital ou provocaram mortes.

Na edição do fim de semana, o A TRIBUNA noticiou a preocupação de um profissional da fisioterapia, o Hugo Luciano, que acompanha pacientes com a Covid-19 desde a UTI e também após a alta médica, sobre como muitas pessoas acabam ficando debilitadas e necessitando de tratamento profissional especializado.

São efeitos pós-Covid que podem durar semanas e, em uma boa quantidade de casos, meses. Para a maioria das pessoas, o Sistema Único de Saúde é a única opção e, embora ele deva sempre ser celebrado, todos nós conhecemos suas limitações e falhas. As dificuldades começam no atendimento básico de saúde e se estendem até a alta complexidade. Como pode alguém, que tem até mesmo dificuldade para conseguir consulta no postinho para uma gripe, ter acesso a um tratamento especializado após adoecer?

Por isso, a ideia do Centro de Reabilitação pós-Covid é tão importante, e merece ganhar atenção do poder público, assim como a movimentação na Câmara Municipal já começa a acontecer, através do vereador Dr. Jonas, que é do mesmo partido do prefeito, o Solidariedade.

Não estamos falando aqui de se construir um centro, um prédio, algo que demandaria tempo, mas adaptar algum local para que uma equipe multidisciplinar possa oferecer o atendimento a todos os pacientes do pós-Covid.

Que todas essas pessoas que adoeceram e ainda sofrem possam ter acesso a médico, a fisioterapeuta, a nutricionista, a psicólogo, enfim… Que possam receber um atendimento especializado e se recuperem o quanto antes.

Paciente com dor e sofrendo gera muito mais custos à Saúde Pública, por isso, paciente bom é aquele que se recupera o mais rápido possível. É questão de administração de dinheiro público, mas acima de tudo de humanidade com todas as pessoas que seguem sofrendo devido a esse vírus, mesmo depois de ter passado por um atendimento médico.

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