
Uma representante do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) realizou uma palestra, ontem (21), no auditório da Prefeitura, sobre as ferramentas e os modelos de conduta a serem seguidos na administração para a eficácia do Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI).
A facilitadora do TCE, Solange Elizabeth Rubin, foi a orientadora do evento, que ocorreu desde o início do expediente e que ainda teve a participação do vice-prefeito Rogério Salles e do auditor geral do município, Marcos Constantino. O auditor, aliás, lembrou que as determinações técnicas do TCE vão embasar as reuniões mensais do Comitê Estratégico, que será elaborado com os secretários.
“Vamos cumprir este cronograma de nos reunirmos constantemente. À frente deste comitê estará o prefeito e teremos um software que indicará como está a relação meta, proposta e resultados obtidos. É interessante ressaltar que este planejamento estratégico não é uma estrutura fechada, até mesmo porque com a flexibilidade dele é que conseguiremos corrigir rapidamente os erros que eventualmente tivermos cometendo na gestão”, explicou Constantino.
O material com que cada secretário relatou suas metas e o andamento das ações planejadas também será passível de análise do próprio TCE e dos Conselhos Municipais, que já participaram da elaboração dos objetivos propostos. “Os Conselhos passarão aos secretários de cada pasta as demandas existentes. Retornará a eles obviamente o passo a passo deste processo”, reiterou o auditor geral Marcos Constantino.
Em uma das falas aos secretários, a facilitadora do TCE argumentou que deve haver uma diferenciação do que for ações executadas com meta atingida. “Conseguir por em prática todo o planejamento não quer dizer que o trabalho atingiu 100% do proposto. O foco de tudo está nas metas. É nelas onde tudo tem de ser baseado, até mesmo se o que foi estipulado conseguiu ser ultrapassado. Se o crescimento foi acima do esperado, o estudo tem de acontecer igualmente como se fosse o contrário para que se identifique qual foi o plano de ação que promoveu este resultado ou até mesmo se o erro aconteceu no planejamento”, comentou Elizabeth.
A organização para a chamada modernização da Administração Pública fica vinculada em três pilares, segundo preconizou a palestrante: estratégia (planejamento), tático (secretários) e operacional (técnicos). Relatório de maneira inversa, do último para trás, são fundamentais para que a disciplina, que é trunfo do trabalho, seja contínua e facilite o controle.



