
A dieta DASH, que em inglês significa Dietary Approaches to Stop Hypertension, foi criada a partir de um estudo multicêntrico realizado por pesquisadores norte-americanos com apoio do National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI) para a prevenção e tratamento da hipertensão. Sua composição é baseada em frutas, hortaliças, grãos integrais e laticínios desnatados e caracteriza-se pelo conteúdo elevado de fibras, potássio, cálcio e magnésio e pela baixa quantidade de gorduras saturadas e sódio.
Estudos realizados em adultos evidenciaram que esta dieta também é efetiva na melhora de outros fatores de risco cardiovascular, como glicemia e perfil lipídico, portanto ela passou a ser indicada na síndrome metabólica (SM). Recentemente, em um trabalho publicado no British Journal of Nutrition, foi investigado pela primeira vez o efeito da dieta DASH em jovens com SM.
Participaram do estudo 60 meninas com idade entre 11 e 18 anos que apresentavam três ou mais critérios para o diagnóstico de SM: obesidade abdominal (circunferência da cintura > percentil 75), baixos níveis séricos de HDL-c (< 50 mg/dL), hipertrigliceridemia (> 100 mg/dL), elevação da pressão arterial (pressão arterial sistólica ou diastólica acima do percentil 90 para idade e sexo) e alteração na glicemia de jejum (e” 100 mg/dL). O estudo foi conduzido em duas fases de seis semanas cada, em que as jovens foram divididas de forma aleatória para receber a dieta DASH ou aconselhamento nutricional convencional.
As mudanças no peso e na circunferência da cintura foram semelhantes com os dois tipos de intervenção. Contudo, a dieta DASH levou à melhora estatisticamente significante dos níveis séricos de insulina e preveniu aumentos na pressão arterial diastólica em comparação ao aconselhamento convencional. Estes efeitos foram relacionados com a melhora na qualidade da dieta, uma vez que a adesão às recomendações resultou em diminuição significativa no consumo de energia, gorduras saturadas e sódio e em aumento na ingestão de potássio, cálcio, fibras e vitamina C. Os resultados sugerem o potencial da adoção de um padrão alimentar saudável baseado na dieta DASH como tratamento da SM e seus componentes em adolescentes.



