

Crianças e adolescentes do “Pequenos Jovens, Grandes Talentos” emocionaram a plateia formada de mães, pais e irmãos. Quem compareceu assistiu um coro lindo de vozes infantis e solos de saxofone e violino. Um show feito pelos filhos especialmente para os pais.
O “Musical Materno” foi apresentado por crianças recém-chegadas que estão aprendendo as primeiras notas e veteranos que, aos 20 anos, não querem abandonar a turma do barulho, como é chamada a banda pelo comandante do Corpo de Bombeiros, Vanderlei Bonoto. O apelido foi dado porque os ensaios ocorrem na sede da corporação nos dias de semana, durante o expediente.
A pequena Illy Souza Nascimento, de 7 anos, fez a primeira participação e tinha que fazer bonito para sua mãe. O sonho de tocar clarineta levou os pais a colocarem a aluna da escola pública no projeto. Por enquanto ela só toca requinta e explica: “a clarineta é muito grande, a requinta é menor, tenho que começar por ela, depois vou tocar clarineta”.
A mudança de rotina da filha fez o pai andar por dia 30 quilômetros a mais. Mas a mãe Euza de Souza Costa Nascimento é contundente ao dizer que vale a pena. “Este foi o melhor presente que eu ganhei. Melhor não precisava”. Os pais explicam que a mudança das filhas em casa é visíveil. “Elas ficaram mais responsáveis, agora têm iniciativa para fazer as coisas”. A referência às filhas é porque a irmã de Illy também participa do projeto.
O veterano Willian de Souza Nogueira, 20 anos, já frequenta a faculdade de Sistema de Informação, mas não quer deixar o grupo. Agora ganha um dinheiro extra tocando flauta transversal em casamentos e aniversários. E conta que se não fosse o projeto jamais conseguiria saber que tinha o dom. “Gosto de tocar aqui, hoje minha mãe está trabalhando mas vim homenagear as mães dos meus colegas”.
O projeto deve receber nos próximos dias mais instrumentos musicais com o envio da última remessa da verba do Criança Esperança. A professora Maura Cabral de Arruda inscreveu o projeto, que foi contemplado com R$ 48 mil em 2011. Desde o ano passado, o dinheiro serve para que o dourado dos instrumentos musicais ganhe mais brilho nas mãos das crianças.



