SOJA: poucos negócios
O mercado brasileiro de soja iniciou dezembro em ritmo lento, com negócios pontuais e preços pouco alterados, oscilando regionalmente. As cotações futuras em Chicago e o câmbio favoreceram as negociações, acumulando ganhos no período, mas o produtor segue retraído e com as atenções voltadas à lavoura.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu estabilizada na casa de R$ 74,50 entre os dias 5 de dezembro e 28 de novembro. No mesmo período, as cotações subiram de R$ 75,00 para R$ 76,00 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis, o preço também subiu, passando de R$ 68,50 para R$ 69,00. Em Dourados (MS), o referencial baixou de R$ 70,00 para R$ 69,00. Já em Rio Verde (GO), o preço avançou de R$ 71,00 para R$ 72,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em janeiro subiram de US$ 13,20 para US$ 13,28. O mercado seguiu sustentado pela boa demanda pela soja americana. Em contrapartida, o bom desenvolvimento das lavouras sul-americanas e a confirmação de uma safra cheia nos Estados Unidos inviabilizaram ganhos mais consistentes. O dólar comercial passou de R$ 2,324 para R$ 2,359.
O consumo de soja brasileira segue em ritmo acelerado em 2013. No acumulado até outubro, a sinalização é de forte elevação sobre as bases de 2012, conforme o analista associado de Safras & Mercado, Flávio França Júnior.

ALGODÃO: estabilidade
O mercado nacional de algodão inicia o mês de dezembro operando com estabilidade em seus referenciais de preço, mas com baixa liquidez. No CIF de São Paulo, as indicações de preço estavam em R$ 2,10/libra-peso no dia 03, valorização de 0,95% em relação ao fechamento da semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês anterior, a alta apontada era de 1,43%. Já em comparação a mesmo momento do ano anterior, quando estava cotado em R$ 1,57/libra-peso, a elevação era de 33,1%.
Devido a uma exigência do Paquistão, o uso emergencial de agrotóxicos à base de Brometo de Metila em fibras e caroço de algodão, destinados à exportação, foi autorizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A medida para combate ao bicudo do algodoeiro foi publicada nesta quinta-feira, 5 de dezembro, no Diário Oficial da União.
Empresas interessadas em comercializar o produto devem requerer aprovação para uso emergencial e apresentar termo de compromisso para geração e apresentação dos estudos necessários à realização do registro definitivo do agrotóxico. O registro do Brometo de Metila, para uso emergencial, será cancelado se constatado problema de ordem agronômica, toxicológica ou ambiental.
BOI: preços seguiram em alta
A oferta de bovinos gordos para abate continua muito restrita, e as indústrias, apesar da pressão sobre os preços, não estão obtendo sucesso. Os aumentos continuam, e parece que não irão parar por enquanto, pois muitas empresas têm contratos de exportação a cumprir e também não podem abandonar o mercado interno que ainda reponde por considerável faturamento.
Nesse compasso, o mercado do boi deverá manter-se até o final deste ano e deveremos aguardar novos fatos para o ano que irá iniciar dentro de poucos dias. A escala média gira em torno de cinco a sete dias.
Nesta quinta-feira (05) em São Paulo, o mercado teve preços a comprador/vendedor inalterados, a R$ 112/113,00. Em Mato Grosso do Sul, o preço ficou inalterado, a R$ 108/109,00. Em Minas Gerais, a arroba ficou estável, a R$ 109,00. Em Goiás, a arroba foi cotada estável, a R$ 108,00. Em Mato Grosso, preço esteve igual, a R$ 96/97,00.
Mercado atacadista segue apresentando preços firmes. Considerando que os frigoríficos ainda apresentam estoques abaixo do potencial de demanda. Esse quadro claramente aponta para a alta dos preços, com o pagamento de salários e da gratificação de natal. Deve haver reação do consumidor e, portanto, elevação de preços face ao aumento da procura, pois o mês é propício ao aumento do consumo.
Corte traseiro permanece cotado a R$ 9,20, por quilo. Enquanto isso, o corte dianteiro permanece cotado a R$ 5,40, por quilo. Ponta de agulha subiu R$ 0,10, precificada a R$ 5,30 por quilo nesta quinta.
MILHO: preços voltaram a subir
O mercado brasileiro de milho iniciou a semana com poucos negócios e com preços mistos. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o comprador encontrava-se levemente abastecido, por isso ocorreu lentidão na comercialização. Já na terça-feira já havia procura, mas não teve muita oferta – reflexo do produtor capitalizado que optou por não negociar no momento.
Já na quarta-feira e quinta-feira houve dias firmes diante da maior procura. Os preços voltaram a subir regionalmente, e o câmbio e a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) ajudaram os preços no Porto de Paranaguá, que atingiu preço de R$ 26,50/27,00 comprador/vendedor.
No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$ 22/24,00. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia, a R$ 24/25,00. Em Goiás, preço inalterado, a R$ 20/21,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, Sorriso, o preço encerrou a R$ 13/18,00.



