ALGODÃO: quedas nas cotações
O mercado brasileiro de algodão encerrou a segunda semana do mês de maio com preços 1,98% inferiores aos praticados no encerramento da anterior. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, os agentes seguem se adaptando à isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para as importações que passou a vigorar neste mês e segue até julho para um limite de 80 mil toneladas.
Com a possibilidade de importar a preços mais competitivos, as têxteis têm relutado em aceitar os patamares oferecidos pelos vendedores. Na outra ponta, diz o analista de SAFRAS, os cotonicultores, que de um modo geral estão focados na comercialização da safra de grãos, não têm pressa em negociar. Esta postura da ponta vendedora tem como base a perspectiva de oferta enxuta no âmbito doméstico na temporada 2013/14, afirma.
Com ambas as pontas pouco interessadas na comercialização, o reporte de negócios é pontual. No CIF de São Paulo, a libra-peso é indicada por volta de R$ 1,98. Comparado ao mesmo período do mês passado apresenta retração de 7,5%.
MILHO: à espera de preços melhores
O mercado brasileiro de milho teve uma semana de lentas negociações. O motivo foi a ausência do comprador e do vendedor dos negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ambos aguardam melhores preços. “O comprador espera que os preços recuem com a entrada da nova safra. Já o vendedor aguarda uma valorização nas cotações em função das constantes altas na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem tido muitos pregões com ganhos devido ao atraso do plantio de milho nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 05 de maio, a área plantada estava apontada em 12%, contra 5% da semana anterior. Em igual período do ano passado, o número estava em 69% e a média dos últimos cinco anos é de 47%.
Nesta quinta-feira (09), no Porto de Paranaguá, as indicações de preços ficaram a R$ 26,10/26,50 comprador/vendedor. A média semanal de preços (de 6 a 09/05) no estado do Paraná, comprador/vendedor em Cascavel esteve em R$ 22,00. Em Mato Grosso, Rondonópolis, teve preço a R$ 17,50. Em Goiás, preço a R$ 22,00, em Rio Verde.
SOJA: cotações sobem em Chicago
As cotações internacionais da soja subiram nesta semana na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os contratos com entrega em maio do grão tocaram na sessão da quinta-feira (09) nos patamares mais altos das últimas oito semanas, diante das preocupações em relação ao aperto nos níveis de estoques dos Estados Unidos. Os contratos mais curtos do grão, principalmente, seguiram avançando, diante de um quadro de forte retração na oferta doméstica da oleaginosa nos Estados Unidos, resultado das severas estiagens ocorridas no ano passado tanto nas principais regiões produtoras estadunidenses como também na América do Sul.
As indústrias norte-americanas têm sido forçadas a pagarem um prêmio significativo para assegurarem oferta para suas necessidades mais imediatas. Na Bolsa da Chicago, os contratos com entrega em maio do grão fecharam a sessão da quinta-feira a US$ 14,91 por bushel, ante os US$ 14,55 por bushel registrados no fechamento da sessão da última sexta-feira (03), uma valorização de cerca de 2,4%.
BOI: preços podem se valorizar
Os frigoríficos conseguiram um melhor posicionamento de suas escalas de abate durante a semana. No entanto, essa situação de relativo conforto parece ser suficiente para atender toda a demanda durante o início do mês de maio. Em decorrência disso, há possibilidade de valorização dos preços.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a chegada de uma nova frente fria ao país tende a favorecer as negociações. “Com o clima mais frio e seco, a perspectiva é que a deterioração das pastagens ocorra de forma mais acelerada, tornando inviável a retenção de boi gordo no pasto”, afirmou.
No entanto, após a primeira quinzena de maio, o mercado tende a se complicar, considerando que a safra de boi gordo se aproxima do seu ápice, justamente em um período em que a demanda não é tão aquecida. Portanto, os preços da arroba do boi gordo tendem a ceder.
A média semanal de preços (de 06 a 09/05 em São Paulo foi de R$ 98,15 livre. Em Mato Grosso do Sul, preço a R$ 92,66. Em Minas Gerais, a arroba ficou a R$ 89,80 livre, a prazo. Em Goiás, a arroba foi cotada a R$ 88,80. Já em Mato Grosso, preço em R$ 89,50 a arroba.
A média semanal no atacado foi de R$ 4,92 nos cortes de dianteiro e de R$ 7,80 nos cortes de traseiro.



