É preciso mais organização

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A reclamação do comércio formal, através da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em relação à volta dos ambulantes nas calçadas e ruas de Rondonópolis deve ser olhada com atenção pelo poder público municipal. O avanço do comércio informal foi enfocado em uma reportagem especial do Jornal A TRIBUNA de domingo (19/06) e, realmente, não tem como ser ignorado.
Primeiramente, há que se observar que o aumento do número de ambulantes, sem nenhuma forma de controle, gera uma série de transtornos. Um desses problemas é a concorrência desleal contra estabelecimentos legalmente constituídos, que enfrentam dia a dia a burocracia, os impostos e despesas fixas. Outros transtornos são a obstrução de calçadas, dificultando a acessibilidade dos passantes, principalmente pessoas idosas e com deficiência, e a ocupação de vagas de estacionamento.
Por outro lado, não podemos desconsiderar o fator social que leva muitos rondonopolitanos às ruas, mesmo que em uma atividade informal. O desemprego e a alta taxa tributária realmente são realidades cruéis no Brasil, mas isso não justifica a ausência da administração municipal em relação à questão. O mínimo que a Prefeitura devia fazer, já que não quer tomar medidas drásticas contra os ambulantes, era manter um controle e organização desses profissionais informais. Nesse cenário, o poder público deve uma resposta ao comércio formal.
A Prefeitura deve impor regras claras para atuação dos ambulantes na região central. Dessa forma, é preciso que, além do cadastramento, haja uma ampla e contínua fiscalização para ver quem não está obedecendo as normas. O ideal seria que seja proibida a presença de ambulantes com os mesmos produtos das lojas formais onde estão ocupando as calçadas. Vagas de estacionamento também deveriam ser evitadas. Deve-se ainda haver maior fiscalização da Vigilância Sanitária para aqueles que vendem alimentos. Produtos falsificados devem ser proibidos. A exigência de crachás e camisetas padronizadas facilitaria o controle e fiscalização.
O que não pode é ficar do jeito que está, com a omissão do poder público diante de uma situação que tem gerado descontentamento por quem paga tantos impostos. Algo para organizar a atuação dos ambulantes realmente precisa ser feito. Todos ganhariam.

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