Reciclagem gera renda e preserva meio

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Materiais que podiam parar no meio ambiente ou no lixo estão cada mais sendo destinados à reciclagem, gerando uma complementação da renda e contribuindo para preservação ambiental. Apesar de Rondonópolis não ter coleta seletiva implementada pelo poder público, a prática de reduzir, reutilizar e reciclar o lixo doméstico vem sendo uma prática em expansão. O número de pessoas que vive da coleta e venda/compra de materiais recicláveis ainda é pequeno na cidade, mas um expressivo número da população vem se despertando para separação de latas de alumínio, outros metais e plásticos, visando à venda.
A estimativa da Financial Ambiental, empresa terceirizada para a coleta do lixo doméstico em Rondonópolis, aponta que o município produz uma média de 145 toneladas de lixo doméstico todos os dias. Apesar do potencial, a atividade da reciclagem tem muito a expandir em Rondonópolis. O gerente da empresa América Reciclagem, Oscar Camargo, por exemplo, avalia que essa é uma atividade que agora começa a despontar na cidade. Para que haja um crescimento mais significativo, entende que é preciso que haja maior conscientização da população, fomentação da coleta seletiva e políticas públicas relacionadas.
Rondonópolis conta hoje com várias empresas que atuam na compra de sucata de ferro, de plástico e papelão ou de metais não ferrosos. Por sua vez, há um expressivo número de compradores desses materiais pulverizados nos bairros. “Ninguém mais joga latinha ou panela velha no lixo”, diz Oscar Camargo, observando que o número de pessoas que complementam a renda com a venda da sucata é considerável. Além de moradores e pequenos compradores dos bairros, comerciantes de bares e restaurantes, motéis, prestadores de serviço, oficinas de motos e profissionais como garçons e eletricistas são alguns dos grandes clientes dessas empresas de compra.
Trata-se de um segmento com potencial de geração de renda, de imposto, limpeza das cidades e desenvolvimento sustentável. Em dez anos de atuação no ramo de reciclagem, Oscar Camargo pontua que houve um avanço um pouco mais significativo no setor nos últimos anos, em função da instalação de várias indústrias de grande porte em Rondonópolis, com descartes da produção. Em relação aos benefícios, além de gerar renda, externa que a reciclagem é benéfica ao meio ambiente. No caso do alumínio, argumenta que o processo diminui a exaustão das jazidas naturais, economiza energia e evita poluição.
Veja nesta página e na próxima página mais uma reportagem especial do Jornal A TRIBUNA. Desta vez, sobre a expansão da reciclagem em Rondonópolis.

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