

Em um encontro do Comitê Pró-UFR, realizado ontem (9) na sede do Jornal A TRIBUNA, o senador Wellington Fagundes (PR) anunciou que o projeto de lei aprovado pelo Senado que cria a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) será sancionado pelo presidente Michel Temer (PMDB) no próximo dia 21 deste mês. O anúncio tão esperado pela sociedade rondonopolitana foi feito na sede do A TRIBUNA como forma de reconhecer o trabalho feito pelo jornal em prol da nova universidade. Inclusive, os membros do Comitê fizeram questão de enaltecer e homenagear esse trabalho jornalístico, comparecendo em peso na reunião (veja esse agradecimento em matéria nesta página).
De acordo com o senador, ele teria ficado sabendo da notícia nessa sexta-feira (9) e a sanção deve ser feita em uma solenidade no Palácio do Planalto, que contará com a presença de uma comitiva de representantes da universidade e da sociedade local. “Semana passada tive uma audiência com o presidente e ele ficou de marcar uma data (para a sanção) e hoje (ontem) ele me deu a resposta e vai ser dia 21, uma quarta-feira. Se der tudo certo, ela (UFR) vai ser sancionada junto com a Universidade de Pernambuco”, anunciou.
Ele aproveitou para confirmar a realização de uma audiência pública da Comissão de Educação do Senado em Rondonópolis, no próximo dia 13 de abril, para discutir a implantação da universidade. “Com a sanção, está criada a universidade. Mas não está implantada, e essa implantação se dá principalmente com o orçamento, e a construção desse orçamento começa a se dar imediatamente após essa sanção que estamos esperando. Então, já temos que começar as articulações dentro da própria universidade para que possamos incluir já no orçamento do ano que vem a Universidade Federal de Rondonópolis. Agora, temos que trabalhar a construção desse orçamento”, afirmou.
Segundo o senador, como ele foi relator do projeto que cria a UFR na Comissão de Educação, ele também será membro da Comissão do Senado que vai debater a peça orçamentária do ano que vem. Ele ainda ressaltou a necessidade de harmonia e do espírito de união da sociedade em torno da criação da nova universidade, que também não contou com resistência da UFMT, atual matriz do campus local. “Nós precisamos estar em contato com a UFMT para fazermos essa transição da melhor forma possível”, ressaltou, lembrando que a nova universidade terá que ter um Conselho Diretor, que será composto por membros da sociedade local. “Essa universidade pertence a todos, não só aos profissionais e os estudantes da universidade, mas a todos”, afirmou, citando ainda a necessidade de envolver os gestores dos municípios da região na implantação da nova universidade.
Um dos palestrantes contatados pelo senador parar falar sobre modelos de universidades e sobre a parte técnica envolvida no processo será o diretor executivo do Interlegis, Antônio Helder Medeiros Rebouças. O Interlegis é um programa do Senado Federal, executado pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) e que tem por objetivo fortalecer institucionalmente o Poder Legislativo brasileiro, por meio do estímulo à modernização, integração e cooperação, entre as casas legislativas nas esferas federal, estadual, municipal e distrital. Hoje, a instituição conta até com uma universidade e pode ser parceira da nova UFR.
Uma comitiva de representantes do campus e da sociedade organizada já se organiza para estar em Brasília para acompanhar a solenidade de sanção do projeto que cria a UFR.
Além do senador, a reunião contou com a presença de membros do Comitê Pró-UFR, dos vereadores Thiago Muniz e Fábio Cardozo (ambos do PPS), Thiago Silva (PMDB) e Silvio Negri (PCdoB), e do suplente do senador, o professor universitário aposentado Manoel Motta, e representantes do Jornal A TRIBUNA.



