
A multiplicação de obras em fazendas, em rodovias, em programas do governo federal, em várias cidades, além dos empreendimentos privados, tem acirrado a disputa pela contratação de mão-de-obra especializada na construção civil.
O empresário Helmute Hollatz, da Construtora Salas, observa que a construção civil em todo o estado de Mato Grosso está animadora. Ele analisa que Rondonópolis é uma cidade pólo e, por isso, transfere mão-de-obra para outras localidades com frequência. A tendência, segundo ele, é que essa boa fase passe a ser uma constante a partir de agora.
Helmute Hollatz informa que profissionais estabelecidos no setor em Rondonópolis estão indo para construções em fazendas, em obras públicas diversas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também para os serviços da Copa do Mundo de Futebol, em Cuiabá.
Conforme o empresário, a expansão da economia de Rondonópolis como um todo também tem resultado em muitas construções, demandando mão-de-obra, como para o comércio, indústrias e prestação de serviços. No entanto, acredita que a área que mais tem absorvido mão-de-obra é a construção de habitações populares em programas do governo.
O gerente de obras da Projetta Empreendimentos, Cláudio Leiva, reforça a dificuldade para contratar profissionais qualificados na construção civil em Rondonópolis. Ele observa que a empresa está com duas construções no município e em ambas está com falta de profissionais, o que diminui o ritmo dos serviços.
Cláudio Leiva explica que tem recorrido a anúncios no jornal para contratação de mão-de-obra. O gerente acredita ainda que as obras do terminal ferroviário local atraíram muita gente, bem como a cidade de Cuiabá, onde nesse caso vem oferecendo salários bem competitivos no setor. Ele acredita que, em muitos casos, falta interesse das pessoas em se qualificar e seguir esse caminho.
Para enfrentar a carência de profissionais, Cláudio Leiva repassou que uma estratégia tem sido dar oportunidades para pessoas da própria empresa, como ajudantes, para aprender a profissão e crescer na atividade. “Mesmo assim tem sido difícil”, argumenta.



