Construção enfrenta falta de mão-de-obra

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Anuncio de contratacao em predio - 24-08-13A boa fase da construção civil e da economia rondonopolitana vem enfrentando um problema para avançar. A falta de profissionais qualificados na construção civil tem sido uma dificuldade para dar corpo aos mais variados projetos no setor e empreendimentos na cidade. Faltam pedreiros, serventes, carpinteiros, azulejistas, eletricistas e operadores de máquinas para atender a grande demanda.

As placas de contrata-se podem ser vistas em um grande número de construções espalhadas por Rondonópolis. Os anúncios nos classificados do Jornal A TRIBUNA para contratação desses profissionais também são constantes. Em muitos casos, os contratantes recorrem ainda a empresas de recursos humanos, mas não tem sido fácil encontrar profissionais qualificados e em número suficiente para atuar nesse segmento que tem crescido expressivamente.
A consequência dessa realidade é que as pessoas e empresas que têm iniciado reformas ou construções no município estão tendo de desembolsar mais dinheiro para contratação da mão-de-obra. Diante da carência no setor, pessoas com menos experiência estão tendo oportunidades. Outro resultado é que muitas obras no município, principalmente públicas, onde a remuneração é menor, estão sofrendo atrasos na entrega.
Confira, a seguir, uma reportagem especial sobre a falta de profissionais da construção civil para atender a atual demanda local.

Obras em vários setores acirra concorrência por profissionais

Empresário Helmute Hollatz, da Construtora Salas: “Rondonópolis é uma cidade polo; Ela também transfere mão-de-obra para outras localidades”
Empresário Helmute Hollatz, da Construtora Salas: “Rondonópolis é uma cidade polo; Ela também transfere mão-de-obra para outras localidades”

A multiplicação de obras em fazendas, em rodovias, em programas do governo federal, em várias cidades, além dos empreendimentos privados, tem acirrado a disputa pela contratação de mão-de-obra especializada na construção civil.
O empresário Helmute Hollatz, da Construtora Salas, observa que a construção civil em todo o estado de Mato Grosso está animadora. Ele analisa que Rondonópolis é uma cidade pólo e, por isso, transfere mão-de-obra para outras localidades com frequência. A tendência, segundo ele, é que essa boa fase passe a ser uma constante a partir de agora.
Helmute Hollatz informa que profissionais estabelecidos no setor em Rondonópolis estão indo para construções em fazendas, em obras públicas diversas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também para os serviços da Copa do Mundo de Futebol, em Cuiabá.
Conforme o empresário, a expansão da economia de Rondonópolis como um todo também tem resultado em muitas construções, demandando mão-de-obra, como para o comércio, indústrias e prestação de serviços. No entanto, acredita que a área que mais tem absorvido mão-de-obra é a construção de habitações populares em programas do governo.
O gerente de obras da Projetta Empreendimentos, Cláudio Leiva, reforça a dificuldade para contratar profissionais qualificados na construção civil em Rondonópolis. Ele observa que a empresa está com duas construções no município e em ambas está com falta de profissionais, o que diminui o ritmo dos serviços.
Cláudio Leiva explica que tem recorrido a anúncios no jornal para contratação de mão-de-obra. O gerente acredita ainda que as obras do terminal ferroviário local atraíram muita gente, bem como a cidade de Cuiabá, onde nesse caso vem oferecendo salários bem competitivos no setor. Ele acredita que, em muitos casos, falta interesse das pessoas em se qualificar e seguir esse caminho.
Para enfrentar a carência de profissionais, Cláudio Leiva repassou que uma estratégia tem sido dar oportunidades para pessoas da própria empresa, como ajudantes, para aprender a profissão e crescer na atividade. “Mesmo assim tem sido difícil”, argumenta.

Remuneração para profissionais dobrou em poucos anos

Vanderlei dos Santos, mestre de obras: é melhor trabalhar para autônomos do que para empresas ou construtoras
Vanderlei dos Santos, mestre de obras: é melhor trabalhar para autônomos do que para empresas ou construtoras

Se para quem contrata é ruim, para quem trabalha a situação é favorável. Com muitas obras e carência de profissionais para atender a demanda, a remuneração para os trabalhadores da área vem apresentando constantes melhoras.
No mercado da construção há 25 anos, o pedreiro Osmar Raimundo lembra que a média da diária no seu cargo há uns quatro anos estava em R$ 40,00 e hoje saltou para R$ 90,00. Na cidade, no entanto, a diária pode chegar a R$ 150,00. Ele avalia que o mercado de opções de trabalho no setor está bom, com melhoria no rendimento salarial. Essa realidade, segundo ele, faz com que haja mais ânimo para o trabalho.
O mestre de obras Vanderlei dos Santos também atesta a boa fase do mercado para os profissionais, com muitas obras na cidade. Além disso, observa que as obras da Copa do Mundo, em Cuiabá, tem atraído muita gente. Ele analisa que a falta de profissionais para atender a demanda, por um lado, é boa porque valoriza o trabalho deles.
Mais uma dificuldade para as empresas da construção civil na hora de contratar é a concorrência com as construções residenciais particulares. Conforme Vanderlei, trabalhar por conta própria, sem contratação por empresa, é mais vantajoso para os profissionais do setor, pois observa que os salários pagos pelas empresas são inferiores.
Vanderlei observa que há cerca de 05 anos a empreita geral de uma construção residencial média saía por cerca de R$ 250,00 o m² e, atualmente gira em torno de R$ 500,00 o m², incluindo todos os profissionais.

Busca por qualificação precisa ser intensificada

Senai Rondonópolis: mesmo com ampla oferta de cursos para construção civil, procura tem sido fraca
Senai Rondonópolis: mesmo com ampla oferta de cursos para construção civil, procura tem sido fraca

Apesar das oportunidades, a busca pela qualificação no setor da construção civil em Rondonópolis não tem acompanhado a demanda das contratações. Um exemplo é que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Rondonópolis) está com mais de 1.000 vagas gratuitas em cursos na área da construção civil, mas até o momento a procura de interessados para as mesmas tem sido fraca.
A gerente do Senai Rondonópolis, Rosinei Silva Ferreira, informou ao Jornal A TRIBUNA que, até agora, não foram preenchidas nem 50% das vagas ofertadas para cursos na área de construção. Ela analisa que há uma divergência de interesses, pois há uma demanda de vagas nesse segmento e as pessoas não estão muito interessadas em fazer os cursos de qualificação na mesma proporção.
Inclusive, Rosinei informa que as vagas para cursos no setor continuam abertas no Senai até outubro próximo. À medida que as turmas vão sendo fechadas, os cursos vão tendo início. Por outro lado, os cursos com maior demanda na cidade têm sido na área de automação, segurança do trabalho, mecânico de máquinas industriais, entre outros.
Os cursos na área da construção oferecidos no Senai são para instalador hidráulico, ajudante de obras, aplicador de revestimento cerâmico, eletricista de rede de distribuição de energia, mestre de obras, pedreiro de alvenaria, pintor de imóveis. As vagas são pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

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7 COMENTÁRIOS

  1. comentarios como este que falta mao de obra na construçao civl eu considero um comentario maldoso ou equivocado. isto pode acontecer em outro pais. pois aqui falta trabalho ou valor a altura dos profissionais .isto deve ser algum meio politico dizer que falta mao de obra estou no mercado da construçao civil a 36 anos prestando varias modalidades de serviços com profissionais capacitados ja tendo prestado serviço ao governo. onde ja tive 128 funcionarios agora tenho 10 e terei de mandalos embora . motivo falta de serviços. entao no meu ponto de vista mentira

  2. QUEM DEU ESTA INFORMAÇÃO DE QUE ESTÁ FALTANDO MÃO DE OBRA PARA O SETOR DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RONDONÓPOLIS ESTÁ TOTALMENTE EQUIVOCADO OU ESTÁ SE REFERINDO À MARTE.
    A REALIDADE É : ESTÁ SOBRANDO MÃO DE OBRA NESTA ÁREA.E MUITA.
    MOTIVOS : A PREFEITURA NÃO PAGA AS EMPREITEIRAS; A CAIXA ESTÁ ATRAZANDO MUITO OS PAGAMENTOS DAS MEDIÇÕES DO MINHA CASA MINHA VIDA; AS OBRAS DO GOVERNO ESTADUAL SÓ COMEÇARÃO A SER PAGAS EM ABRIL; DESTA FORMA NINGUÉM AGUENTA.

  3. Trabalho no ramo da construção civil. Colocação de esquadrias assoalhos forros principalmente telhados amo meu trabalho sou autônomo e tenho alguns profissionais que trabalham comigo. Moro e trabalho em Teresópolis RJ e redondezas o mínimo que pago para cada um de meus profissionais é bem mais do que estão pagando aí. Mão de obra com qualidade tem que ser valorizado. Para quem paga ter o direito de contemplar o que foi feito não pra ter um pesadelo. Procuro sempre trabalhar com o máximo de respeito pelo cliente. O melhor da história é ver a alegria de quem pagou e ficar satisfeito. Isso me enche de felicidade! Sair com a cabeça erguida com a certeza de mais um dever cumprido. Abraços a todos!

  4. Devido ao salário mínimo que as empresas estão pagando, os profissionais estão trabalhando por conta, ganhando mais e sem compromisso com o cartão de ponto.

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