
Neste “Junho Violeta” estão ocorrendo muitas ações como palestras e seminários para tratar da violência contra os idosos. A intenção principal destas ações concentradas no mês de junho é conscientizar a população sobre as diversas formas de violência que atingem os idosos e a importância de conhecer e combater esse tipo de violência e a discriminação que atinge pessoas que estão vulneráveis pela idade e, muitas vezes, por condições de saúde ou sociais.
A verdade é que, infelizmente, é comum que pessoas idosas sejam vítima de violência de vários tipos, desde patrimonial, afetiva, como física, dentre outras.
Além disso, o crescimento da população idosa no Brasil torna ainda mais urgente que o tema seja amplamente discutido para que mais políticas públicas sejam criadas para combater a violência.
Para se ter uma ideia, de acordo com o Censo 2022, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em doze anos.
Essa população precisa ter o direito de envelhecer com dignidade e respeito, tendo os seus direitos garantidos sem discriminação. Portanto, é evidente que ações são necessárias e falar sobre o assunto é fundamental para que as pessoas entendam o problema e como este pode ser combatido.
Infelizmente, muitas pessoas idosas, depois de contribuir por uma vida na criação da família, no mercado de trabalho, acabam sendo vítimas de discriminação e violência no final da vida. E isso é um problema grave que não pode ser esquecido.
O idadismo ou etarismo, por exemplo, é uma prática que usa a idade da pessoa para classificá-la e identificá-la de maneira discriminatória, depreciativa e estereotipada.
A prática ainda é bastante comum e tem consequências nocivas à sociedade, porque afeta a autoestima e consequentemente a saúde física e mental, além de prejudicar as pessoas pela exclusão de espaços sociais e laborais, causando impacto em vários setores da vida.
Além disso, idosos são vítimas comuns de violência financeira e patrimonial, tanto que foi publicada recentemente pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania a “Cartilha de Apoio à Pessoa Idosa: enfrentamento à violência patrimonial e financeira”.
A publicação explica como identificar a violência financeira e patrimonial, bem como define como funciona os principais golpes que vitimizam, sobretudo, as pessoas idosas.
O que se espera é que o debate ajude a conscientizar, levar mais informação para a população para que seja possível combater a discriminação e a violência contra a pessoa idosa e que políticas públicas possam garantir um envelhecimento saudável e digno para todos.



