
O transporte público coletivo é um dos principais problemas de Rondonópolis, e que se arrasta há anos. A criação da Autarquia Municipal do Transporte Coletivo (AMTC) pelo prefeito José Carlos do Pátio (PSB) veio como uma promessa de melhoria no serviço prestado.
Todavia, passados mais de um ano do início de sua operação, pouca coisa mudou para os usuários, em relação de quando o transporte coletivo era ofertado pela concessionária Cidade de Pedra.
Na prática, hoje a autarquia criada por Zé do Pátio fornece apenas os ônibus, adquiridos com recursos dos cofres municipais. Já a empresa Cidade de Pedra oferece a mão de obra para que os veículos, adquiridos pelo município, rodem.
Desta forma, a única melhoria desde que a AMTC assumiu a responsabilidade sobre o transporte coletivo basicamente são os ônibus novos, que contam com ar-condicionado. Pois, as reclamações de quem depende do transporte público continuam.
É comum ouvir as queixas sobre a quantidade insuficiente de linhas, a demora nos deslocamentos e os longos intervalos entre os horários.
Para piorar esta situação, conforme noticiou o A TRIBUNA, esta semana a autarquia solicitou a redução dos quilômetros rodados contratados. Diante disso, para piorar a situação, a direção da empresa Cidade de Pedra tornou público que foi necessário colocar menos ônibus circulando e cortar alguns horários.
Para atender a redução de 270 mil quilômetros mês para 250 mil rodados, foi necessário deixar menos ônibus circulando e tirar alguns horários. Hoje, são apenas 31 ônibus, com reforço de mais quatro.
O resultado foi ônibus superlotados e mais insatisfação por parte da população usuária. Alguns relatos dizem que a situação ficou crítica, principalmente nos horários de pico, como no início da manhã e final da tarde.
Em meio a esta crise, mais uma vez, a autarquia segue sem presidente desde o mês passado. Antes do ex-presidente, Jaderson Machado – que tinha assumido no mês de abril -, já passaram pela recém criada autarquia municipal o Vinicius Amoroso e o Ivanilson Aguiar Júnior.
Na quarta-feira (16), em vez de indicar um nome para assumir a autarquia, o prefeito Pátio encaminhou para ser sabatinado na Câmara Municipal o advogado Messias Ferreira Alves, mas para ocupar a assessoria jurídica e ainda responder interinamente pelo comando da AMTC.
Resta saber, se ele terá autonomia para fazer andar essa emblemática autarquia, bem como resolver questões urgentes como esta da redução de linhas que revoltou os usuários.
Espera-se que sim, embora desconfia-se que seja justamente a falta dela o obstáculo que o prefeito tem encontrado para definir um novo titular para dirigir a AMTC, que, apesar dos milhões de dinheiro público investidos pelo prefeito, para sustentar a sua criação, ela ainda patina.



