Um dos principais órgãos de arrecadação de Mato Grosso, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) não consegue mostrar resultados para a população do Estado. Apesar da farta arrecadação, as reclamações não cessam em relação ao órgão.
Como porta-voz da população rondonopolitana, o Jornal A TRIBUNA sempre noticiou a falta de estrutura de atendimento do Detran em Rondonópolis. A frota de veículos da cidade aumentou consideravelmente, mas o atendimento aos usuários sempre ficou aquém da demanda.
Nem para pagar os impostos os cidadãos podem contar com uma estrutura digna, tendo de enfrentar filas e espera para os mais diversos procedimentos. Além disso, a população não percebe os devidos resultados com a contrapartida em serviços públicos dessa arrecadação.
Se não bastasse tudo isso, o órgão volta e meia se vê envolto em denúncias de corrupção. Um exemplo disso é a Operação Bereré, que agora investiga um esquema de desvio de mais de R$ 27 milhões do Detran-MT, envolvendo um contrato com uma empresa prestadora de serviços.
Em meio a essa realidade, a sociedade questiona a efetividade do Detran na vida dos matogrossenses. Nesta semana, por exemplo, o A TRIBUNA voltou a mostrar a reclamação de moradores quanto à situação de abandono do antigo prédio da Ciretran (que representa o órgão na cidade), localizado na Colina Verde.
Apesar de ser própria, a antiga sede ficou pequena para o porte de Rondonópolis. Se não bastasse não ter construído uma sede à altura da necessidade do município, o Detran não conseguiu ao menos executar a reforma do espaço. E o pior: vem deixando o prédio sem a manutenção básica, fazendo com que o mato tome conta do local, incomodando a vizinhança.
É triste constatar essa situação de um órgão que deveria ser modelo de eficiência, fazendo com que os cidadãos pagassem com satisfação os seus impostos e documentos. Como isso não ocorre, resta-nos continuar cobrando, fiscalizando e não deixando de acreditar que um dia podemos ter um serviço público mais eficiente, em todas as áreas!



