A reserva de petróleo do Pré-sal tem gerado discussões apimentadas e também preocupação com relação ao destino dos recursos captados. A cada dia os debates ficam mais fortes entre contrários a distribuição geral do recurso e favoráveis.
O senador Blairo Maggi (PR) tem demonstrado uma preocupação que é válida. Maggi tem se manifestado no senado federal de forma veemente uma defesa das regras de divisão dos royalties do pré-sal, de uma forma em que todos passem a receber os recursos e não somente os chamados estados produtores.
Maggi tem comprado uma briga grande, em razão de um grupo ligado aos estados produtores do pré-sal defenderem abertamente que os recursos não sejam de forma alguma compartilhados com os demais estados da nação.
Vale destacar que a “briga” que Maggi está comprando é com Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Na maioria das vezes brigar contra esses estados, representando uma região periférica como é o Centro-Oeste, nem sempre é um bom negócio. Mas, neste caso, a manifestação de Maggi deve receber apoio de outros estados fortes do país que estão fora da divisão do bolo, como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Maggi analisa que os recursos devem ser divididos em razão do fato do petróleo estar a 300 quilômetros da praia e a 3 mil metros de profundidade. No caso, o ex-governador entende que essa área não é dos estados e sim da nação e por esse motivo os recursos devem ser divididos entre todas as unidades da nação.
Pelos cálculos Mato Grosso poderia reforçar a receita em até R$ 1 bilhão. Um dinheiro que ajudaria e muito o estado a superar os desafios da educação e principalmente da saúde.
Por outro lado, o ideal seria a criação de um fundo nacional para receber todo o dinheiro do pré-sal. O dinheiro desse fundo teria como destino inicial fazer todos os investimentos que a saúde no Brasil necessita. Desta forma, pelo menos a infraestrutura do setor passaria a atender de forma eficiente. Depois, após colocar dinheiro na saúde, o fundo poderia atender a demanda de investimentos das rodovias e ferrovias no Brasil e por aí em diante, atendendo todos os setores que necessitam de investimentos. Talvez essa seja a melhor forma de dividir esses recursos e atender de forma igualitária todos estados do país, com certeza todos no final sairiam ganhando.



