A demonstração de preocupação com a indefinição da situação do espaço da antiga rodoviária, por parte do Conselho Comunitário de Segurança – CONSEG da Região Central e Jardim Ipanema (matéria publicada no Jornal A TRIBUNA no domingo), é justificada diante do aumento significativo dos indicadores de violência e criminalidade na região.
O descaso do poder público em resolver o problema, bem como a falta de um projeto específico de ocupação e uso racional da área, aliada aos prejuízos materiais que os comerciantes do entorno alegam estar tendo nos últimos anos, em razão da indefinição da situação, só fazem aumentar a insegurança da comunidade no local.
E essa reclamação é plenamente justificada, ante a preocupação do possível retorno do estado de calamidade social que existia no local, quando ali funcionava a antiga estação rodoviária e o terminal de coletivo urbano. A falta de uma política social efetiva que atenda a essa camada de excluídos sociais (moradores de rua), que perambulam pela área sem ocupação, trazendo desconforto e insegurança à população, já que eventualmente acabam se envolvendo em situações de delitos, por conta do consumo de bebidas alcóolicas e entorpecentes, acabam envolvendo-se em brigas, praticam pequenos furtos, contribuindo para o aumento dos indicadores de violência e criminalidade da cidade.
Que a Prefeitura não dispõe de recursos necessários para a implementação de um grande projeto arquitetônico-cultural, como o tão propalado teatro municipal, ou algo do gênero, não é segredo para ninguém. Entretanto, como bem cobram os representantes do Conseg-Centro, é preciso uma união de esforços suprapartidários, onde os nossos digníssimos representantes políticos realmente se unissem em função do bem comum, ou seja: o desenvolvimento de Rondonópolis. Até porque, uma união de esforços do nosso prefeito, dos nossos vereadores, deputados estaduais, federais e senadores, e até o próprio governador, surtiria, sem sombra de dúvida, um excelente resultado. Mas para isso seria indispensável se despirem de suas vaidades pessoais e institucionais e atuarem juntos com os mesmos propósitos e objetivos. Mas infelizmente isso é praticamente impossível. Por isso, enquanto esse milagre não acontece, resta esperarmos que uma idéia útil e luminosa apareça, e com ela a motivação e algum recurso para se resolver essa delicada situação. Até porque, a preocupação de todos é que sem utilização e neste estado de abandono, se retorne àquela situação de triste memória, em que se transformou aquele importante espaço público.



