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Crescimento imobiliário e comercial da região do Parque Universitário, que é localizada do outro lado da travessia urbana da BR-163/364, tem reforçado a preocupação quanto a necessidade urgente de grandes obras de mobilidade urbana na rodovia, tanto para reduzir congestionamentos como para garantir mais segurança para os moradores que precisam trafegar pela via em meio ao intenso tráfego de veículos de carga.
Acidentes constantes com vítimas fatais, especialmente envolvendo motociclistas, reforçam o alerta e são exemplo da necessidade de obras para garantir mais segurança hoje e em um futuro breve.
Ainda com expectativa quanto a concretização dos projetos de construção de mais três viadutos na travessia urbana, que foram anunciados esta semana pela concessionária Nova Rota do Oeste (conforme mostrou ampla reportagem veiculada pelo A TRIBUNA em sua edição de quinta-feira, 4), empresários da região destacam que, mais do que nunca, essas obras são necessárias diante do novo momento de expansão imobiliária e comercial que vive a região localizada do outro lado da rodovia.
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O empresário Rodrigo Heiss Oliveira, proprietário da Indacon Pré-Moldados, empreendimento localizado na região, hoje com cerca de 100 trabalhadores que se deslocam diariamente pela travessia urbana, argumenta que se atualmente os acidentes já são comuns, vitimando moradores que precisam atravessar a rodovia diariamente, com a expansão da região, a situação tende a se agravar.
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Ele recorda o acidente recente envolvendo uma carreta e uma motocicleta que ocasionou a morte de Fernanda Kamilly Trindade da Silva, grávida de 12 semanas, e deixou o seu filho de 5 anos gravemente ferido e destaca que situações como esta tendem a se repetir em uma travessia urbana somente com retornos e rotatórias e tráfego intenso de veículos de carga misturado, principalmente com motocicletas, principal meio de transporte usado por moradores e trabalhadores, em uma cidade que cresce dos dois lados da rodovia.
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Dados da concessionária Nova Rota confirmam essa preocupação com a segurança de moradores usuários da rodovia. A morte da jovem grávida foi a terceira somente neste ano envolvendo motocicletas na travessia urbana de Rondonópolis.
Entre janeiro e 28 de maio, a Nova Rota informou que foram registradas 48 ocorrências no trecho urbano da BR-163, envolvendo motocicletas. Em 2025, foram 114 ocorrências com quatro óbitos e, somados os últimos cinco anos, 25 mortes de motociclistas ocorreram na travessia urbana.
“Ainda que parte dos acidentes possa ser resultado de imprudência, o fato da cidade crescer dos dois lados da rodovia, aumentando a movimentação de moradores e trabalhadores que precisam cruzar a travessia urbana e esta contar somente com retornos e rotatórias, é determinante para a segurança viária”, destaca o empresário que aponta a travessia urbana de Sinop como exemplo: “o trecho concentrava grande número de acidentes, que foram reduzidos com a construção de viadutos”.
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A preocupação é redobrada quando se leva em conta que a região localizada do outro lado da rodovia passa por um momento de expansão imobiliária e comercial.
O empresário cita, como exemplo, um novo empreendimento de moradia que deve ser lançado em uma área nas proximidades do bairro Rosa Bororo, com previsão de construção, em etapas, de 4 mil residências, e a pavimentação da estrada da Gleba Rio Vermelho, que tem ocasionado um crescimento comercial na região, atraindo novos empreendimentos que contribuem para aumentar o movimento de veículos que precisam cruzar a travessia urbana.
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