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Rondonópolis
, 19 maio 2024
 
 

Efeito janela: Pátio fica sem maioria na Câmara

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Na reta final do seu mandato, Zé Carlos do Pátio deve governar a cidade com minoria na Câmara Municipal (Foto – Arquivo)

Com o fim da janela partidária, encerrada na sexta-feira (5), o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB) deverá ter pela frente, pelo menos aparentemente, um cenário desfavorável na Câmara Municipal, mesmo com o seu partido passando a ter a maior bancada da Casa.

Pelo novo desenho das bancadas partidárias após a janela, tudo indica que o prefeito, para aprovar seus projetos em período pré-eleitoral, terá de dialogar muito com a maioria oposicionista, pelo menos teoricamente, na Casa de Leis.

Dos 21 vereadores, 13 deles estão hoje em partidos que compõem as candidaturas oposicionistas de Thiago Silva (MDB) e Cláudio Ferreira (PL).

Composta até então pelos vereadores Marildes Ferreira e Roni Magnani, a bancada socialista passou a contar pós-janela com sete vereadores, com as chegadas de Reginaldo dos Santos e Batista da Coder, oriundos do SD; Beto do Amendoim e Kaza Grande, vindos do PRD e DC, respectivamente; e Cláudio da Farmácia, que veio do MDB do pré-candidato a prefeito Thiago Silva.

Ao longo dos últimos anos, os vereadores Reginaldo, Batista, Beto e Kaza Grande têm suas atuações mais alinhadas com o Executivo. Já Marildes, a única eleita pelo PSB em 2020, tem adotado uma postura mais crítica da gestão, mesmo estando na base de sustentação.

Assim como Marildes, o vereador Roni Magnani, que acompanhou Pátio na sua filiação ao PSB há quase dois anos, mas que se afastou dele após a eleição de 2022, onde ficou como primeiro suplente da sigla na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, tem tido uma postura crítica em relação à gestão.

Além disso, Magnani ainda sinaliza que não deve apoiar o candidato a prefeito defendido por Pátio, o diretor-geral do Sanear, Paulo José. O que se comenta é que ele [Magnani] deve fazer parte da aliança oposicionista que será encabeçada pelo emedebista Thiago Silva.

Além dos sete vereadores do PSB, a bancada de partidos que deve caminhar na eleição deste ano com Pátio tem mais um vereador na Câmara, o petista Júnior Mendonça.

 

 

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Presidente da Casa de Leis, Mendonça, por outro lado, também tem tido uma atuação independente, ou seja, não tão alinhada com as pautas do Executivo.

Para completar, o seu partido, o PT, caso não feche aliança com Pátio, deverá lançar candidato próprio a prefeito, que deve ser o empresário e assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin, o Teti.

Oposicionistas

Já as bancadas de siglas alinhadas com partidos que estão em alianças oposicionistas, que estão costuradas para corrida sucessória, contam com 13 vereadores, sendo que nove estão hoje com o pré-candidato Thiago Silva e quatro com o pré-candidato Cláudio Ferreira.

O MDB do deputado Thiago conta com a segunda maior bancada da Casa de Leis. A sigla que elegeu três vereadores: Adonias Fernandes, Investigador Gerson e Cláudio da Farmácia que, como dito acima, deixou o partido e foi para o PSB de Pátio. Os três eleitos nunca fizeram oposição sistemática ao Paço Municipal.

Em contrapartida, o MDB, que perdeu Cláudio da Farmácia para o PSB, ganhou mais três vereadores que foram eleitos em 2020 pelo SD, sigla pela que o atual prefeito se reelegeu.

Os vereadores Dr. Jonas Rodrigues, Adilson do Naboreiro e Dico Sodré, que foi a grande surpresa da janela e uma espécie de troco do MDB pela perda do vereador Cláudio da Farmácia. Ao contrário de Jonas e Naboreiro, que vêm fazendo duras críticas à gestão, Dico vinha dando sustentação.

Ainda no campo da oposição, o UB, que deve apoiar o emedebista Thiago Silva na eleição deste ano, recebeu os vereadores Cido Silva que estava no PSC, Roni Cardoso que estava no PSD e Ozeas Reis que estava no PP. Os dois últimos partidos devem apoiar o candidato lançado por Pátio para a disputa da sucessão municipal.

Com a chegada dos três vereadores que estavam na base de sustentação de Pátio, o UB só não ficou isolado como terceira maior bancada da Casa, porque o seu único vereador até então, Marisvaldo Gonçalves, optou em ir para o Republicanos, que também deve estar no arco de alianças que está sendo costurada para apoiar Silva.

Do deputado Cláudio Ferreira, que é pré-candidato a prefeito, o PL passou a ter, após a janela, representantes na Casa de Leis.

O partido, que não elegeu vereador em 2020 e hoje, ao lado do UB tem a terceira maior bancada da Casa, recebeu os parlamentares: Kalynka Meirelles, Paulo Schuh e Dr. José Felipe Horta.

De posturas oposicionistas na Câmara, eles deixaram o Republicanos, DC e Podemos para ingressar no PL de Cláudio. Junta-se a eles, o vereador Subtenente Guinancio, cujo o seu PSDB forma federação com Cidadania e indica que apoiará Cláudio na disputa pela sucessão municipal.

 

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