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Rondonópolis
 
 

Professor alerta: Desmatamento aumenta em 200% em traçado alterado da ferrovia

“No traçado antigo seriam desmatados de 62,84 hectares. No traçado modificado, este desmatamento será de 187,02 hectares”

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Professor Aguinaldo Rocha (no detalhe) aponta que mais de 50 hectares a serem desmatados estão dentro da área do 18º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) (Foto – Divulgação)

O traçado referente à expansão da ferrovia até o norte do Estado dentro do município de Rondonópolis, que foi alterado pela Rumo, acarretará em um desmatamento quase 200% maior se comparado com o que estava previsto no traçado original aprovado inicialmente pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

O alerta foi feito ao A TRIBUNA pelo professor da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Aguinaldo Rocha, o mesmo que, através de reportagem publicada pelo A TRIBUNA, no dia 3 de junho, tornou público que a empresa havia alterado o traçado original e, com isso, os trilhos passariam praticamente dentro do perímetro urbano da cidade.

A partir da reportagem, as autoridades e a sociedade local tomaram conhecimento da situação e passaram a se mobilizar para tentar impedir a aproximação dos trilhos do perímetro urbano, mas precisamente de bairros da região Salmen, como o Residencial Maria Amélia.

“No traçado antigo seriam desmatados de 62,84 hectares. No traçado modificado, que foi autorizado pela Sema, este desmatamento será de 187,02 hectares”, afirmou o professor.

“Isto significa que há um aumento de 297,61% na área desmatada no novo traçado se comparado o desmatamento do trecho aprovado anteriormente”, completou Aguinaldo.

Ele observou ainda que, dentro destes cerca de 187 hectares que devem ser desmatados para a construção deste novo traçado dos trilhos, mais de 50 hectares estão dentro da área do 18º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC). “Somente da área de preservação permanente que o exército cedeu para Rumo são 54 hectares que serão desmatados”, disse o professor.

Além disso, afetará outras áreas de preservações permanentes. “São os casos de uma lagoa natural, localizada entre a margem direita do Rio Vermelho e a Rodovia do Peixe, e outra na linha 2 da Gleba Rio Vermelho, atrás do antigo Praia Clube, que será aterrada para a construção de um viaduto ferroviário”.

Ressaltou ainda o professor que este novo traçado da ferrovia, que pode trazer problemas urbanos e ambientais para Rondonópolis, foi alterado pela Rumo por questões meramente econômicas.

 

 

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Segundo questiona o professor, no projeto que houve a licença prévia da Sema estava prevista a construção de uma ponte sobre o Rio Vermelho, com 2,3 quilômetros. Com a mudança, a ponte prevista será reduzida para 460 metros.

 

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10 COMENTÁRIOS

  1. Tanto tempo que o povo do Pedra 90 foi enganado por políticos,prometeram a regularização de alguns familiares aqui do parque Do escondidinho e um bairro foi feito no local onde a linha do trem vai passar queriam colocar o povo lá neste bairro querem dar um terreno e um quite de construção,querem que eles comece do sero.Agora me falem,quantos lugares de preservação estes políticos já desmatou com estes empresários,só preocupam na hora da política,eu não estou do lado de partido nenhum eu estou do lado do serto que Deus abençoe a todos

  2. Tô só imaginando como vai ser uma composição de 100 vagões passar ao lado daquele bairro as 02:00 da manhã! Loucura!
    Com dinheiro se faz o que quiser! Dúvida passa até pela Fernando Corrêa!

  3. Quando se trata de desenvolvimento tem sempre um grupo de hipócritas usando a preservaçao do meio ambiente como desculpa, um meio enganar o povo dizendo que estão trabalhando a favor da população, todas as cidades crescem desordenadamente, comunidades ocupam areas de mananciais e que eram pra ser de preservação ambiental e toda época de chuva tragédias acontecem vitimando pessoas porque nunca houve lei que proibisse e agora quando temos uma obra que seguiu todos os trâmites legais pra ser feita chegam esses palhaços e acham que podem impedir e fazer toda essa incenaçao.

  4. Os discípulos da Marina (ET) não tendo do que cuidar buscam protagonismo em obras que trazem desenvolvimento. Por outro lado o prefeito fica empatando o progresso. Começa obras, mas não termina. Asfalta a periferia com asfalto “casca de ovo” com fins eleitoreiros, mas não urbaniza a região nobre do Sagrada Família entre as avenidas Dom Pedro e Av. dos Estudantes.

  5. A meu ver o que mais importa é não prejudicar os moradores dos bairros próximos ao novo traçado. Progresso à custa dos menos favorecidos financeiramente é desumano.

  6. Certo, mas vamos lá…. tudo se falou e nada de fez, mais uma vez!!
    Engraçado, comenta de lago.. disso e daquilo.. mas eai? em algum momento da vida dessa cidade foi cogitado algo para se fazer para o turismo para esses pontos?
    Já existiu em alguma vez na vida nessa cidade uma gestão na prefeitura envolvendo o turismo da pesca esportiva.. das trilhas e cachoeiras da região?
    Nunca existiu!!
    É SEMPRE A MESMA MÁFIA!

    ENTRA BARBA… SAI BARBA… ENTRA PATIO.. SAI PATIO… ENTRA FAGUN… SAI FAGUN… ENTRA.. VOCÊS ESTÃO ENTETANDO O CARACOL QUE ESSA CIDADE VIDA?
    SE DEIXAREM VAI ENTRAR MAIS UM ANALFABETO FUNCIONAL!

    OLHA ESSE DISTRITO.. ESTÁ UM LIXO!! SEMPRE FOI UM LIXO!!
    NUNCA SE CRIOU UM DEPARTAMENTO ESPECIFICO.. A FERROVIA ESTÁ NO PÉ DO DISTRITO!!
    NINGUEM PENSOU EM TRAZER ALGUMA EMPRESA PARA MONTAR IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS.. IMPLEMENTOS AGRICOLAS.. ETC ETC..

    AI VEM UM PROFESSOR.. PARECE QUE VIVE NO MUNDO DO BOBMARLEY!! PRECISAMOS DE GENTE COM FORÇA PRA ESSA CIDADE VOAR E EXPLODIR!!

  7. Em relação ao Maria Amélia, é bom lembrarmos que a Prefeitura em vez de buscar outro local mais dentro da cidade para aqueles cidadãos ,decidiram colocá-los muito afastados da zona urbana. Por que será ? Sendo que foi anunciado recentemente 376 moradias que serão construídas pela prefeitura, sendo 200 no anel viário e 176 próximo ao antigo aeroporto. Será mesmo que a gestão municipal não teria conseguido local mais apropriado ?

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