Papo Político

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Cláudio Ferreira e Alessandra: “Uma candidatura da primeira-dama para a ALMT poderá detonar uma crise política no PL de Rondonópolis…”

1- SENHORAS E SENHORES,

a semana que começou com a temperatura mais amena em Rondonópolis, vai terminando com os termômetros lá em cima. O mesmo pode-se dizer da política local. A especulação da candidatura da primeira-dama Alessandra Croco Ferreira para deputada estadual no próximo ano, já comentada lá atrás neste espaço, ganhou mais força e esquentou os bastidores da política da Terra de Rondon.

EM JUNHO AINDA,

chamamos a atenção para que fosse observada a movimentação do prefeito Cláudio Ferreira, que preside o PL em Rondonópolis. Pois, tinha chegado até aos ouvidos da Coluna de que o chefe do executivo fazia a leitura com interlocutores de que precisava ter um candidato de “sua inteira confiança”, dando a entender que os nomes que surgem dentro do seu grupo ainda não gozariam deste atributo ao ponto de hipotecar o seu apoio total na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Eis que, Senhoras e Senhores, esta semana dois acontecimentos deixaram mais claros estes movimentos que estavam acontecendo nos bastidores.
Em entrevista ao A TRIBUNA, o presidente regional do PL, Ananias Filho, que esteve na Câmara Municipal na última quarta-feira (30), para receber uma homenagem de autoria do vereador Dr. Manoel (UB), disse desconhecer a pretensão da primeira-dama em concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa no próximo ano.

“Ela tem todo direito de se candidatar, é uma mulher de fibra e tem grande potencial de eleição, seja no PL ou em outro partido. Porém, até o momento, não fui comunicado sobre as suas pretensões”.

Ao mesmo tempo, Ananias reafirmou que a sigla tem quatro nomes em Rondonópolis, colocados como postulantes a compor a chapa do PL para a disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa: os vereadores Paulo Schuh, que preside a Câmara Municipal, Kalynka Meirelles e Luciana Horta, além do ex-vereador José Márcio Guedes.

ALÉM DISSO,

reiterou que a intenção é de lançar, em Rondonópolis, somente dois candidatos a deputado estadual. “Não tem espaço na chapa para todo mundo. Serão duas vagas”, sustentou Ananias, que se tornou um dos mais poderosos presidentes de partido no Estado e com habilidade conquistou a confiança do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, e do ex-presidente Jair Bolsonaro, a principal liderança da direita no país.

COINCIDEMENTE,

ou não, já que como diz a frase atribuída a um famoso presidente norte-americano, Franklin Roosevelt, “em política, nada acontece por acaso”, o coleguinha desta Coluna, o jornalista Valdeque Matos, recebeu a informação de uma fonte com bom trânsito no Palácio da Cidadania, que o Podemos teria aberto as portas e garantindo legenda para a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira, disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no ano que vem.

Ainda, segundo o informante, uma conversa para tratar da filiação da primeira-dama ao Podemos estaria agendada para os próximos dias entre o prefeito Cláudio Ferreira e o presidente da ALMT, deputado estadual Maxi Russi, que deve trocar o PSB pelo Podemos, na janela partidária, em março do próximo ano.

Russi, como já dito antes por aqui é o plano B do governador Mauro Mendes (UB), para a sua sucessão, caso o seu vice Otaviano Pivetta (Republicanos) não viabilize a sua candidatura ao comando do Palácio Paiaguás, ele assumirá a presidência do Podemos em Mato Grosso e já vem articulando a construção de uma chapa forte, com a expectativa de que o Podemos eleja, ao menos, seis deputados estaduais nas eleições do ano que vem, quando devem estar em disputa 27 cadeiras no parlamento estadual. E nesse projeto do deputado Russi, o nome da esposa do prefeito de Rondonópolis cai como uma luva.

POR OUTRO LADO,

chamou muita atenção é que, em meio a estas informações, não foi noticiado nenhum encontro entre os presidentes estadual e municipal do Partido Liberal. Isto é, entre Ananias e Cláudio Ferreira, dois filhos da Vila Operária. Isto intrigou este Colunista que começou a pensar com os seus botões sobre o certo distanciamento de Ananias e o prefeito Cláudio, que vem desde a campanha do ano passado.

Aliás, Ananias não foi visto na campanha de Cláudio para prefeito. Ficou, como dirigente estadual, mais concentrado em outras campanhas, principalmente em Cuiabá, apoiando o atual prefeito Abílio Brunini, onde tem agora uma grande influência na sua gestão, ocupando a secretária municipal de Governo.

Alguma coisa não está bem no PL de Rondonópolis. Ananias afirma que não foi comunicado de uma possível candidatura da primeira-dama, Alessandra Ferreira; nos bastidores correm rumores de uma reunião do prefeito Cláudio com o deputado Max Russi, futuro presidente do Podemos, que por sua vez abre as portas do partido para receber a dona Alessandra.
Vamos acompanhar os movimentos desta nova semana…

2- EPA! ENQUANTO ESTAVA ESCREVENDO

esta Coluna, eis que toca meu telefone e, para minha surpresa, quem era? O filho do “Homenzinho de São Paulo”, aquele velho amigo do antigo titular deste espaço, o saudoso João Batista Toledo.

Este filho, que nem o nome revela para nós, e que andava sumido desde o ano passado, reapareceu falando aos gritos do outro lado da linha: “O prefeito Cláudio Ferreira e o deputado Max conversaram, por telefone, sobre a ida da secretária Alessandra Ferreira para o Podemos, com vista à disputa de uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2026. E mais, os dois combinaram de se encontrar pessoalmente neste final de semana para falar de política e saborear uma iguaria tradicional na cidade de Juscimeira, na Festa da Pamonha, que, inclusive, o presidente da Assembleia será a estrela da grande festa, que se encerra neste final de semana, com shows ao vivo, no município vizinho, administrado pelo seu irmão, o prefeito Alexandre Russi.

AGRADECI A LEMBRANÇA

da Coluna e ponderei ao filho do “Homenzinho de São Paulo” que esta movimentação do prefeito Cláudio para lançar a sua esposa Alessandra como candidata a deputada em 2026 deveria ser bem pensada por ele.

Pois, poderá criar uma ciumeira política danada dentro do seu partido e até mesmo com os outros pretensos candidatos do grupo, principalmente pelo fato de que o diretório Regional está projetando só dois nomes de Rondonópolis.

Ainda mais, neste momento, em que Cláudio Ferreira dá sinais de uma virada de chave na sua gestão, após padecer muito para resolver as heranças terríveis deixadas pelo ex-prefeito José Carlos do Pátio (PSB), a exemplo desta verdadeira bomba que é a situação da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder).

Como os outros pretensos candidatos para o Parlamento estadual estão vendo isso? Sem dúvida que a ciumeira será muito grande com o lançamento da primeira-dama Alessandra como candidata e, lógico, como a maior herdeira da grande votação conquistada por Cláudio no pleito para a Prefeitura.

MAS, EIS QUE

o filho do “Homenzinho de São Paulo” ponderou que a candidatura da primeira-dama pode ser essencial para o atual prefeito demarcar o seu espaço político, que no PL, embora presida a sigla no município, não foi dado a ele pela direção estadual o direito de definir sobre a escolha dos nomes que serão lançados na cidade.

“Mesmo presidente do partido no município, o Cláudio não está sendo ouvido para definição do projeto da sigla para 2026 em Rondonópolis, principal cidade do interior de Mato Grosso, que ele administra”, observou.

ENTÃO, CAROS LEITORES,

fica claro, como a luz do dia, que a fala de Ananias de que desconhece as pretensões da primeira-dama de Rondonópolis em concorrer a uma vaga na AL, na verdade, é que não há canal de diálogo dele com o prefeito Cláudio sobre os rumos do partido por aqui.

O filho do “Homenzinho de São Paulo”, que parece ter puxado muito do pai na arte de “saber das coisas”, soprou ainda que quando diz que não há espaço para todo mundo (candidaturas) e só serão lançadas duas candidaturas, “nem mais”, sendo um homem e uma mulher, o Ananias está revelando, nas entrelinhas, que não há espaço no PL para a candidatura de Alessandra e, de antemão, deixa a entender que os escolhidos devem ser a vereadora Luciana Horta e o ex-vereador José Márcio Guedes, apontados aqui na Coluna, lá atrás, que eram os favoritos para ficarem com as duas vagas na cidade.

SITUAÇÃO ESTA

que também diz muito por serem dois nomes afinados com o senador Wellington Fagundes, que aspira concorrer ao governo do Estado, e como partidário do PL, aliás o seu principal membro, é outro que anda distante da gestão do prefeito Cláudio Ferreira, como também esteve longe da sua campanha eleitoral.

Isto tudo pode ter outros desdobramentos. Cláudio insatisfeito com esta tentativa de isolamento dentro do PL se aproxima do deputado Max Russi, com quem tem uma grande abertura desde os tempos de Assembleia Legislativa; aproxima também cada vez mais do grupo político do governador Mauro Mendes, a quem Cláudio deve apoiar para senador.

Até mesmo porque, na visita recente a Rondonópolis, onde esteve visitando Cláudio no Palácio da Cidadania, Mauro, pelo que se comenta nos bastidores, comprometeu-se a ajudá-lo na execução de grandes obras estruturantes, como as construções de viadutos e o anel viário.

E aí, nesse desenho político que vem acontecendo para 2026, o prefeito Cláudio Ferreira poderá se envolver completamente com o governador e apoiar, inclusive, o candidato lançado por ele à sucessão, no caso o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

POIS É,

senhoras e senhores, as peças do jogo político seguem se movimentando e nós seguimos acompanhando por aqui, e esperamos que o filho do “Homenzinho de São Paulo” ligue mais vezes para a Coluna com informações quentes captadas longe de Rondonópolis.

 

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