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1- SENHORAS E SENHORES,
o Papo Político volta à cena quase um mês depois da última coluna. É porque o assunto político na cidade continua uma mesmice, e o que mais se ouvia – e ainda se ouve – pela net, nos grupos de whatsApp, é a guerra de cabos eleitorais, os ainda famosos kamikazes do Zé do Pátio e um novo pelotão formado pelo grupo do prefeito Cláudio Ferreira (PL); que correspondem ainda aos partidários de Lula e Bolsonaro.
Cláudio Ferreira ainda não completou 10 meses de administração municipal e vem se destacando com muito arrojo na frente do poder executivo, abrindo frentes de obras por toda a cidade; se reunindo com a classe de empresários e anunciando chegada de grandes investidores; resgatando promessas de investimentos de governos (estadual e federal) para o município, com obras vultuosas como o sistema de viadutos para o Trevão e viadutos urbanos; dando uma maquiada geral na cidade, na sua malha viária e no seu paisagismo; na área de saúde, com grandes mudanças e o lançamento da Políclinica de Vila Operária.
O que se vê, realmente, é uma repaginada geral em Rondonópolis, mexendo com o orgulho dos rondonopolitanos.
Por outro lado, a turma remanescente do ex-prefeito Zé do Pátio procura por todos os meios contra-atacar. São coisas absurdas que se vê em debates sem o menor cabimento.
Assuntos que vão sobre locais que foram capinados, “mas o mato voltou a crescer e está feio”; em bairro tal “a escuridão toma conta, porque está com lampadas queimadas nos postes”; “tem um buraco que apareceu em rua, antes mesmo da chuva”; “mais um acidente, envolvendo moto e morte, e cadê o Pátio de Apreensão de veículos?”…e etc, etc.
Sem falar em propagação de notícias negativas, saudadas naquela do “quanto pior, melhor…”. Como exemplo, em meados desta semana, foi espalhada a notícia de que a Amaggi e a Inpasa desistiram do investimento de 2,5 bilhões de reais, com a usina de etanol em Rondonópolis. O contentamento era geral, com críticas ao prefeito Cláudio Ferreira que tinha anunciado o empreendimento.
Mas ficou feio para essa turma, porque logo em seguida veio o esclarecimento:
Na verdade, o que houve foi a desistência de formar o consórcio Amaggi e Inpasa, mas o projeto da usina continua para Rondonópolis e agora somente capitaneado pela Amaggi. A turma dos pessimistas patistas ficou sem graça.
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MAS, SENHORAS E SENHORES,
o que estamos presenciando em gestão pública em Rondonópolis neste primeiro ano é totalmente diferente dos últimos 8 anos. Está cada dia mais evidente que nossa rica Rondonópolis tinha parado no tempo.
Administrativamente a gestão Cláudio Ferreira tem deixado muito boa impressão e confiança para o futuro. Lembra daquela Mansão, que o PAPO fez uma analogia no início do ano com o nosso município? Que recebeu o seu novo inquilino (o novo prefeito), que a tinha arrematado num leilão virtual (as eleições), mas a não conhecia presencialmente, e ao tomar a sua posse foi uma decepção geral? Pois tudo estava destruído, estragado mesmo, carcomido pelo cupim e ferrugens…abandonada.
Pois é, a situação hoje já mostra ser diferente. A reforma está sendo geral, e a Mansão (o nosso município) voltou a chamar a atenção do Brasil. Segundo o Cláudio Paisagista, “Rondonópolis vai virar a cidade mais bonita do Brasil”. Queremos crer nisto, torcemos muito, ao contrário da turma do “quanto pior, melhor”.
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2- AGORA, UMA PREOCUPAÇÃO
é com a parte política. Todos cientistas políticos pantaneiros (e são muitos) sabem que a política por aqui é muito complicada. Historicamente foi assim! Isto é o resultado de lideranças fortes que surgem e acabam sempre se divergindo e formando grupos distintos.
Se uma campanha política municipal é acirrada, nós só a teremos de volta em 2028, mas já tem gente pensando nela! No entanto, no próximo ano, 2026, teremos a campanha estadual e nacional. E não fica por menos! Uma campanha chama a outra. Sempre é assim: uma é trampolim para a outra.
E é o que já estamos vivendo, em efervescência. NO ÚLTIMO PAPO,
que foi em 27 de setembro, comentamos aqui o encontro dos prefeitos do PL em Brasília, e a comitiva bolsonarista de Mato Grosso aproveitou a viagem e se reuniu com o Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Estiveram na reunião, além dos prefeitos de Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande, respectivamente Cláudio Ferreira, Abilio Brunini e Flávia Moretti, os deputados federais Rodrigo da Zaeli, Coronel Fernanda e o José Medeiros.
Naquela reunião eles foram intransigentes, falando da “impossibilidade completa do PL marchar junto ao MDB nas próximas eleições”.
E o cenário era justamente que, de um lado estava a maior liderança do partido no Estado, o senador Wellington Fagundes, que tinha articulado junto ao Valdemar Costa Neto o projeto de uma união com o MDB; do outro lado, um núcleo bolsonarista da gema, com os deputados federais e os três prefeitos dos principais colégios eleitorais do Estado (Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis) para contrapor o pedido do senador.
Naquele Papo foi frisado que:
“a situação realmente requer muito jogo de cintura e engenharia política para resolver, afinal estará em disputa, principalmente, a sucessão do governo Mauro Mendes e duas vagas para o Senado da República”.
E os cientistas políticos mato-grossenses reconhecem que o senador Wellington sabe tudo do jogo, tem muita matreirice para conciliar rebeldias, mas também consideram que, desta vez, ele está numa sinuca de bico.
Como fazer para não dispensar o apoio do MDB à sua candidatura de governador, que é o seu grande sonho? Uma coligação ainda aglutinando o União Brasil (do Mauro Mendes) e o Podemos (do vice-governador Otaviano Pivetta – que desistiria da sua candidatura ao governo), poderia até já encomendar o terno da posse no Palácio Paiaguás, em janeiro de 2027.
Mas aí teria que “combinar com os russos” – a frase histórica do saudoso Mané Garricha, na copa de 1958. Que neste caso seria combinar com esse núcleo forte de bolsonaristas, que considera o MDB o verdadeiro adversário da direita em Mato Grosso – até mais que o PT, de Luis Inácio LULA da Silva.
E o Papo aconselhou que, a melhor atitude mesmo do PL seria tirar agora o assunto do debate público, procurar lavar a roupa suja em casa e costurar os acordos em bastidores até o início do próximo ano.
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SENHORAS E SENHORES,
em parte isto vem ocorrendo. Pouco se tem falado publicamente nesta coligação de PL com o MDB da nora do senador Wellington, a deputada estadual Janaína Riva.
A candidatura do José Medeiros ao Senado está mais em pauta para fazer a dobradinha com a candidatura do Mauro Mendes, descartando até aí uma candidatura de Janaína ao Senado. Wellington continua como o candidato forte do PL ao governo e com a proposta de estar junto com Mauro Mendes para o Senado.
Mas como ficaria então o vice-governador Otaviano Pivetta, que é o indicado por Mauro Mendes para ser o seu sucessor? Esta é a conta que ainda não fecha.
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3- NESTE CLIMA POLÍTICO
para definir as candidaturas para 2026, é que vemos o prefeito Cláudio Ferreira querendo impor a sua condição de nova liderança política estadual – não é só no município. E ele vem articulando bem este seu novo projeto, se aliando com os prefeitos do PL nos principais municípios de Mato Grosso, como Abilio Brunini e Flávia Moretti, de Cuiabá e Várzea Grande, além dos deputados federais Rodrigo da Zaeli, Coronel Fernanda e o José Medeiros.
E aqui em Rondonópolis, o Cláudio Ferreira está com suas atenções voltadas para realizar uma grande gestão, trabalhando em todas as áreas, contando com uma jovem equipe de assessores diretos, bem capacitada e comungados com os ideais do Líder.
Mas o Cláudio também não tira o olho do processo político e ele demonstra que tem um planejamento e quer chegar nele.
Nesta semana foi descoberto que o senador Wellington Fagundes esteve no Palácio da Cidadania, visitando o prefeito Cláudio.
Ele chegou, sem nenhum alarde, tendo a tiracolo a vereadora mais votada do último pleito em Rondonópolis, a médica Luciana Horta (PL), que se tornou de uma hora para outra uma desafeta do prefeito, com uma posição muito independente na Câmara Municipal.
Segundo o que se conseguiu apurar dessa visita inesperada do Wellington ao Cláudio, que ela foi apenas de cortesia e só entre eles dois. A vereadora Luciana acabou ficando fora da do Gabinete, portanto não houve uma reconciliação entre os dois políticos do PL.
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SENHORAS E SENHORES,
como o nosso Papo é político aqui é que está o X do tabuleiro na política local. Cláudio Ferreira desponta como uma grande liderança, sem nenhuma dúvida, e vem demonstrando coragem sabendo onde quer chegar.
Foi eleito prefeito num partido inteiramente novo para ele, colocado lá por ordens de Brasília, vindas de Jair Bolsonaro, já às vésperas do processo eleitoral e para assumir o Diretório Municipal. Houveram dissidências, quando quase todos membros ligados ao senador Wellington se debandaram para o adversário Thiago Silva, candidato a prefeito do MDB, e que era tido então como o favorito para ganhar a Prefeitura.
Cláudio nem teve entusiástico apoio dos antigos membros do PL local. Formou o seu grupo no diretório e tocou a sua campanha política que acabou se consagrando com uma grande vitória.
Como prefeito e presidente do diretório local, ele vinha sendo ignorado pelo presidente Regional do PL, o Ananias Filho, que anunciava constantemente que o partido só iria permitir duas candidaturas a deputado estadual por Rondonópolis, e que seria um homem e uma mulher – já conhecidos nos meios políticos, o José Marcio Guedes e a Luciana Horta. Um outro desafio é a união com o MDB, pretendido pelo senador Wellington, para ter a nora Janaína Riva como candidata ao Senado, na dobradinha com Mauro Mendes.
Pois é, caros leitores! O Cláudio Ferreira está pagando para ver. Ele não vem aceitando essas imposições do Regional do PL.
Vem crescendo politicamente com a sua gestão na prefeitura do principal município do interior de Mato Grosso, e de quebra resolveu em lançar a sua esposa, a primeira dama e secretaria de Ação e Promoção Social, Alessandra Ferreira como candidata a deputada estadual. E ela ainda nem filiada ao PL é, podendo sair candidata por outra sigla (e chuva de convites para a sua filiação está intensa. Tá virando tempestade, com raios e trovoadas).
Cláudio Ferreira vislumbra Rondonópolis como o seu trampolim político, quer formar o seu grupo e ser uma liderança forte, portanto não vai mesmo se deixar levar pelos caprichos do presidente Regional do PL, Ananias Filho, e nem mesmo do senador Wellington Fagundes. E assim, continua esse cenário na política local…
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