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1- SENHORAS E SENHORES,
eis que depois de fazer um suspense, o deputado federal José Medeiros se rendeu à força da lógica e se filiou ao Partido Liberal, mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro. Mas, para deixar claro que faz isso para acompanhar o presidente, ele se filiou em Brasília, junto com outros políticos do país, preferindo ser apenas mais um, ao invés de se filiar nos eventos que o líder maior do partido no Estado, o senador Wellington Fagundes, organiza, quando também ele teria destaque de “estrela”.
Para bom entendedor, a atitude de Medeiros significa que ele quer fortalecer Bolsonaro, mas nem por isso se tornou aliado de Fagundes no Estado. Com a filiação ao PL, chega ao fim as suas pretensões de disputar a senatória, já que Fagundes é o candidato natural à reeleição para o cargo. O próximo passo agora será aparar as arestas para que o grupo possa entrar na campanha eleitoral deste ano unido e em condições de garantir um palanque forte para o presidente Bolsonaro em Mato Grosso.
Com essa filiação, se torna cada vez mais distante a possibilidade de ser lançada uma chapa completa da chamada direita, como se denominam os setores políticos mais à direita. Isso porque a grande maioria dos políticos bolsonaristas, ao menos alguns dos mais importantes, já se filiou ao PL, que negocia com o governador Mauro Mendes (UB), e pode até compor com o gestor estadual, que dessa forma teria que poiar Bolsonaro e a reeleição de Wellington Fagundes para o Senado. Se essa coligação se confirmar, embarcaria a maioria desses políticos, e os que ficariam de fora não teriam força para compor uma chapa competitiva.
2- AO MESMO TEMPO,
cresce no meio político o entendimento de que em caso de haverem várias candidaturas ao governo estadual – ou sejam, pelo menos três, mas o ideal seriam quatro candidaturas fortes -, a pulverização dos votos poderia provocar um segundo turno, que como todos nós sabemos, ocorre quando um candidato não obtém a maioria dos votos úteis, que seriam 50% mais um. Aí então, havendo esse segundo turno, se abririam novas negociações e é uma nova eleição, podendo surgir fatos novos, que podem até resultar na derrota do favorito. E a classe política sabe disso e, como não poderia deixar de ser, corre atrás de viabilizar o lançamento dessas candidaturas, estimulando que todos os segmentos da política tenham uma candidatura para o páreo estadual, tanto à esquerda, ao centro e à direita, todos de olho em tirar votos de Mauro Mendes.

Ao passo de hoje, além do governador, é óbvio, poderíamos ter uma candidatura mais à direita, possivelmente do PTB, que seria dos chamados “bolsonaristas raízes”, como são chamados os apoiadores mais extremistas do presidente; uma outra candidatura mais ao centro, que possivelmente viria do MDB, tem o prefeito da Capital, Emanuel Bezerra, e a deputada estadual Janaina Riva como possíveis candidatos; e uma candidatura do centro esquerda e esquerda, cujos nomes cogitados são os do prefeito José Carlos do Pátio e o outro seria do ex-prefeito Percival Muniz, coincidentemente ambos de Rondonópolis, que contariam, é óbvio, com o apoio do PT e formariam o palanque para o ex-presidente Lula no Estado. Com esse quadro, os votos seriam divididos em várias candidaturas e a eleição não seria decidida por WO, como tem se desenhando até o momento, com Mauro Mendes sendo o único nome forte da política na disputa majoritária de governador.
Um desdobramento disso foi a vinda de Emanuel Pinheiro na última sexta-feira (18) a Rondonópolis, para conversar sobre uma possível candidatura sua a governador. Apesar de pertencerem a grupos políticos distintos, ele têm interesses em comum nesse momento, e o possível apoio do prefeito Zé do Pátio num eventual segundo turno poderia ser a pedra fundamental para esse cenário.
3- E POR FALAR EM PÁTIO,
ele não deve mesmo se filiar ao PSB, como vinha sendo aventado, e estaria indo com parte do seu grupo para o PV, cujo presidente municipal, o Carlos Naves, inclusive já faz parte da administração municipal, na diretoria da nova autarquia do Transporte, criada recentemente. Essa guinada de Pátio se deveria ao fato de o PSB não ter aderido à federação partidária liderada pelo PT com o objetivo de apoiar Lula para a presidência, o que dificultaria o projeto do gestor rondonopolitano, já que a sigla é comandada no Estado pelo deputado Max Russi, que tem um perfil mais à direita e pode inclusive levar o partido a compor uma coligação com o governador Mauro Mendes. E, como Pátio é lulista declarado e pretende fazer campanha para o ex-presidente, ele deve mesmo ir para o PV, que faz parte da federação partidária com o PT e o PCdoB.
Assim, a saída natural seria realmente a ida para o PV, por onde a primeira dama, Neuma de Morais, disputaria o cargo de deputada federal pela sigla, indicação que ela disputa com o representante da cidade em Brasília, Paulo José. Com a diferença de que, em caso de Paulo José ser o escolhido, ele iria para o PSD ou outro partido com perfil mais de centro à direita, por conta, é claro, de seu perfil político.
Já o presidente da Câmara, Roni Magnani, candidato a deputado estadual, iria mesmo para o PSB, por conta de conversas e amarrações anteriores. Essa filiação de Magnani já tem o aval do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e teria até data marcada, próxima do final do mês, em um grande evento político, que deve trazer a cúpula do PSB a Rondonópolis.
O NOSSO PAPO ESTÁ MUITO BOM,
mas por hoje acabou o espaço e vamos ficando por aqui. Nos vemos daqui a uma semana para conversarmos mais sobre política. Fiquem todos bem e até lá!



