Os vereadores que vão aderir ao projeto do PSD (Partido Social Democrático), em Rondonópolis, devem manter uma postura de independência com relação ao prefeito Zé Carlos do Pátio (PMDB). Ontem, o vereador Milton Mutum, que ainda está filiado ao PR e tornou-se um dos maiores articuladores do projeto do novo partido político na cidade, deixou claro qual será a postura com relação ao prefeito. “Não temos qualquer tipo de compromisso com o prefeito, estamos livres para termos uma postura totalmente independente e de oposição”.
Ele, mais uma vez, confirmou que os vereadores Mohamed Zaher e Hélio Pichioni, ambos ainda no PR, também estão no projeto do PSD em Rondonópolis. Mutum, no entanto, disse que por enquanto a sigla não deve receber mais vereadores para compor. O PSD terá na Câmara a mesma quantidade de vereadores do PR, que deve ficar com três parlamentares, no caso Ananias Filho, Olímpio Alves e João Gomes. O PMDB, com quatro parlamentares, passaria a ser a maior bancada.
Mutum explicou que a postura de não fechar qualquer tipo de acordo com o prefeito não deve mudar nem mesmo com a possibilidade do atual presidente da Coder, Darci Lovato, também aderir à sigla. Lovato é ligado ao deputado estadual José Riva (PP), um dos principais líderes que está organizando o PSD de Mato Grosso. “A postura do Darci não vai mudar a liberdade dos vereadores, teremos liberdade para tomar as nossas decisões na Câmara da maneira em que nós entendermos”, disse. Riva foi também um dos principais apoiadores de Pátio na campanha vitoriosa de 2008.
Mutum revelou que é grande o número de lideranças que o tem procurado para filiar ao PSD. “Sinto que há muitas pessoas em situação de desconforto e essas pessoas têm nos procurado”, disse o vereador.
FUNDADOR
O PSD, que ainda não foi oficializado, está sendo fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que ainda está filiado ao DEM, enquanto a sigla não é constituída. Os políticos com mandato podem aderir ao PSD, sem risco de perder o mandato, até um prazo de 30 dias depois da oficialização do partido. Por se tratar de um novo partido, o político que aderir a sigla não é considerado infiel, se assinar a ficha dentro do prazo de 30 dias.



