
Se eu fosse uma gotinha, tão leve a dançar,
No ciclo da vida, sem nunca parar.
Do céu eu descia em chuva a cair,
Beijava a terra, fazia-a florir.
Se eu fosse uma gotinha, no rio a correr,
Levava esperança, fazia viver.
Nos lares, nas fontes, no mar a chegar,
Seguia meu rumo, sem nunca cansar.
Mas vejo as feridas que o homem deixou,
As águas sofrendo, pedindo um favor.
Se eu fosse uma gotinha, eu ia implorar:
“Cuidem de mim, preciso durar!”
No Dia da Água, venho lembrar:
Cada gotinha precisa cuidar.
Pois sou pequenina, mas posso ensinar:
Sem água no mundo, não dá pra sonhar!

(*) Elielza Souza Abreu é profª da SEMED – Atua na EMEF Profª Gildázia de Souza Pirozzi



