
Minhas mãos chacoalham
Em movimentos repetitivos
Balançam para lá e para cá
Me sinto confortável
Me ajudam a regular.
Minhas pernas inquietas
Controle não há
Oscilam sem parar
Não importa onde esteja
Elas sempre vão balançar.
Meu corpo se movimenta
De um lado para outro
Para frente e para trás
Assim me tranquilizo
Minha ansiedade estabilizo.
As vezes ando nas pontas dos pés
Mesmo sentindo dores
Não consigo evitar
Mas meu diferente comportamento
Me ajuda a acalmar
As pessoas me olham com estranheza
As vezes ficam até surpresas
Pensam que é mania
Mas elas não sabem
Que é estereotipia.
Quando se depararem com um atípico
E não entenderem seus movimentos e ações
Apenas tenham empatia
Vocês não sabem como é
Viver com essas movimentações.
(*) Taisa Maiara de S. P. Bomfim é especialista em Sociedade, Política e Cidadania pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT; discente de Pós-graduação em Arte, Cultura e Educação
Nota: O poema intitulado “Estereotipias”, faz alusão aos movimentos repetitivos, rituais e comportamentos. São formas de autorregulação comuns em pessoas com Transtorno do Espectro Autista – TEA.



