
Muito importante as informações sobre a leishmaniose trazidas em reportagem do A TRIBUNA, na edição de ontem, quarta-feira (27) pelos médicos veterinários Gracielly Zilio e Érico Morais.
Isso porque, apesar de a leishmaniose ser uma zoonose conhecida há muito tempo e Rondonópolis ser uma cidade endêmica há vários anos, faltam informações, esclarecimentos e conscientização da população quanto a doença em si e como ela ataca animais e humanos, bem como os métodos de prevenção.
É evidente que essa falta de informações prejudica o combate à doença, e por isso, é fundamental esclarecer as pessoas sobre o que podem fazer para evitar a leishmaniose, sobre o tratamento da doença em animais e humanos e quais as melhores e mais eficazes maneiras de prevenir.
Mais uma vez, é preciso destacar que as pessoas precisam ser melhor informadas e o poder público, além de atuar na prevenção naquilo que lhes cabe, deveria investir em conscientização.
A população precisa entender melhor que zoonose é essa, como ocorre a transmissão, como é feito o tratamento, o diagnóstico e a prevenção. Sem informações, a cidade terá mais vítimas.
Além disso, é importante lembrar que os veterinários explicam que é fundamental um trabalho conjunto e com foco em cinco pilares para combater a leishmaniose: o combate ao mosquito vetor; o diagnóstico precoce e o tratamento dos animais; educação ambiental; controle da população canina e felina; e, o encoleiramento de cães e gatos. Para isso, o poder público precisa fazer a sua parte e, claro, a população também a sua.
Não se pode deixar de citar que leishmaniose visceral em humanos é uma doença grave e que pode levar à morte em até 90% dos casos. Isso é preocupante e motivo para que as medidas necessárias de combate à doença sejam eficazmente implementadas, o que envolve os animais e o combate ao mosquito.
A verdade é que passou da hora de o poder público ser mais ativo com relação às ações que envolvem o combate a leishmaniose.
Além de conscientizar a população, informar, precisa fiscalizar, incentivar a população no combate ao mosquito vetor da doença, e colocar em prática as leis municipais que preveem o tratamento dos animais infectados, o encoleiramento e colocação de chip nos cães e gatos.



