
Pensar a educação para a cidadania, exige-se que a gestão da escola, currículo, prática pedagógica e o processo de ensino-aprendizagem intercruzam com a democracia. O que significa que a centralidade da educação é o humano. Neste sentido, compreende-se que a formação integral do estudante na contemporaneidade, tenha uma ampla apropriação dos princípios básicos, que orientam a vida numa sociedade democrática, justa e solidária.
A qualidade da educação não dispensa a contribuição dos pais, estudantes e profissionais da educação no exercício cotidiano. No pensamento de Gert Biesta (2013), “nas democracias novas e emergentes, considera-se que as escolas tenham um papel central a desempenhar na formação de cidadãos democráticos e na criação de uma cultura democrática”. A gestão e formação democrática na escola formam a essência e fundamento que balizam educação do homem e mulher para consolidação da radicalidade democrático, um outro mundo possível.
Para Freire educação e democracia, estão na base da busca de realização humana do ser mais. Por isso, que considera que “nenhuma reflexão em torno da educação e democracia igualmente pode ficar ausente da questão de poder, da questão econômica, da questão da igualdade, da questão da justiça e de sua aplicação e da questão ética”. O que significa que democracia, é inseparável da subjetividade humana.
Pode-se inferir que a escola, é o contexto público responsável, para promoção da participação democrática dos estudantes, porque a democracia está associada a vocação e subjetividade humana de sujeito histórico, comprometido com a formação da consciência política crítica, do homem e mulher, para assumir o destino da nova democracia.
A educação cidadã para o pensar cuidadoso na perspectiva do pensar crítico e criativo, pauta-se num olhar da e sobre a sociedade contemporânea. Porém, mobilizado pelo sonho da democracia e orçamento participativo, o que significa da urgência da construção de um currículo em movimento, para que se desenvolva o conteúdo para o pensar certo, associado ao desenvolvimento de habilidades democráticas, participativa e dialógica, com o objetivo de melhorar a qualidade da formação, para o exercício da cidadania ativa.
O ato de mobilização da práxis democrática na comunidade educativa, significa pensar uma nova Paideia da educação contemporânea, para que a geração possa decidir o destino da cidade desejada para o bem-viver com dignidade. Uma nova esfera pública, a democracia participativa.
Lembre-se o que outrora disse Kant : “ O homem é a única criatura que precisa ser educada”. “O homem não pode se tornar um verdadeiro homem senão pela educação. Ele é aquilo que a educação fez dele”. O que a política de educação do estado, está fazendo de você é o que você deseja e quer? O tempo de hoje, exige que se eduque para pensar e viver a democracia participativa.
A gestão democrática na escola, parte indissociável da luta pela qualidade da educação pública. A realização da democracia participativa é uma luta permanente. Diz Freire que “sonhos são projetos pelos quais se luta”. O educador/a está por qual causa?
Adelante companheiros/as.
(*) Prof. Dr. Ademar de Lima Carvalho/UFR



