Fenda

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(*) Francisco Assis

Nem vou comentar
O que fizemos naquela grama
Sob aquele luar
Pois a gente se ama.
Tenho tudo comigo
Não preciso lembrar
Mas se esqueci de algo
Voltarei a lhe procurar.
Quintal gramado
Solo arenoso
Solo arenoso unhado
Prova dum romance gostoso.
Estrelas coloridas
Pingando brilho
Molhavam nossas vidas
Curvas e trilhos.
Caía sereno
Sobre a pele e cabelo
Era um ato tão pleno
Quebrando nosso gelo.
Você se permitia
Com um sensual olhar
Naquela fenda que se abria
Ao lhe desabotoar.
Aos poucos foi ficando nua
Expondo seu pudor
Mas a gente continua
A fazer nosso amor.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email:
[email protected]

 

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