
O Santos, o único clube brasileiro que restou na Copa Libertadores da América, vai ser colocado à prova contra Once Caldas, hoje, às 20h50, no estádio Palogrande, em Manizales, na Colômbia. Se o time voltar com um empate já aumentará as chances de passar às semifinais porque bastará a vitória simples, em casa, na quarta da próxima semana para ficar com a vaga.
Os obstáculos não são poucos. O maior deles é o desgaste físico e emocional dos jogadores envolvidos em seguidas decisões da principal competição sul-americana e nas finais do Campeonato Paulista, passando pela qualidade do adversário guerreiro que eliminou o Cruzeiro, até então considerado o melhor time do país, em Minas Gerais.
Também pesa a ausência do maestro Paulo Henrique Ganso, em razão da lesão muscular na coxa direita. Sem contar que a altitude de 2.150 metros pode ajudar os colombianos. Só quando o jogo começar será possível saber como o time do Santos se comportará diante de tanta pressão e se está pronto para chegar ao título.
Quatro vezes campeão brasileiro – três com o São Paulo e uma com o Fluminense – e com inúmeros títulos estaduais, alguns deles disputado no sistema mata-mata, Muricy Ramalho não esconde que o seu grande objetivo é ganhar a Libertadores para acabar com o estigma de não saber disputar a competição. Tanto que antes dos jogos contra o São Paulo (semifinal) e Corinthians (final), pelo Paulistão, ele chegou ensaiar a escalação de reservas para poupar titulares, preocupado com os confrontos contra o América mexicano e contra o Once Caldas. Agora, a sua postura é diferente. Mesmo dependendo de uma vitória simples diante do Corinthians, no domingo, na Vila Belmiro, para conquistar o bi estadual e mesmo ainda reclamando do cansaço, ele não fala em deixar de fora nenhum titular importante na partida desta quarta. Como contra o América, em Querétaro, no México, Muricy vai armar o time para jogar defensivamente.
A altitude de Manizales não chega a ser visto como obstáculo sério porque fisiologistas e médicos afirmam que os efeitos negativos são sentidos apenas a partir de 2.800 metros. E também porque o jogo contra o América, na altitude de mais de 1.800 metros de Querétaro, na terça da semana passada, serviu como estágio.
O goleiro Rafael, o herói da classificação às quartas de final com o 0 a 0 no estádio La Corregidora, com pelo menos seis defesas difíceis, afirmou que a alteração é quase imperceptível. “Mas exige maior atenção do goleiro porque a bola fica mais rápida”, ressaltou.



