
Nova York
A mulher que acusou o ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn de abuso sexual admitiu que mentiu para o júri sobre o que aconteceu após o suposto ataque, disseram promotores a advogados de Strauss-Kahn numa carta.
A informação de que a funcionária do hotel Sofitel de Manhattan prestou falso testemunho ao grande júri foi divulgada ontem, 1, mesmo dia em que Strauss-Kahn foi libertado de prisão domiciliar em Nova York sem pagamento de fiança.
A camareira Nafissatou Diallo omitiu o fato de ter limpado outro quarto do hotel antes de procurar seu supervisor para fazer a acusação, segundo o documento apresentado ao tribunal pelos procuradores distritais de Manhattan. Ela havia dito inicialmente que fugiu para o corredor do hotel após o incidente e esperou Strauss-Kahn ir embora, informando em seguida seu supervisor sobre o ocorrido.
Inconsistências na versão da história contada por ela levaram investigadores a perder a fé em sua credibilidade como testemunha, uma virada dramática no caso contra o homem que chegou a ser visto como principal favorito na eleição presidencial francesa de 2012.
SUÍTE 2806
“A demandante admitiu que seu relato é falso e que, após o incidente na suíte 2806, foi limpar um quarto próximo e então voltou à suíte 2806 e a limpou também, antes de informar o incidente a seu supervisor”, afirma a carta.
Ainda segundo a carta, reproduzida pelo jornal The New York Times, Diallo, natural da Guiné, admitiu ter mentido em seu pedido de asilo nos Estados Unidos e que suas declarações de que havia sido violentada por uma gangue em seu país também era falsa. Ela também teria admitido que mentiu ao declarar sua renda para obter qualificação para moradia subsidiada e que registrou falsamente como sua a criança de uma amiga, para aumentar suas restituições de imposto de renda.
Policiais citados pelo jornal também disseram que, em 15 de maio, um dia depois do suposto estupro, Diallo falou ao telefone com um homem que cumpre pena pela posse de 200 quilos de maconha. Nessa conversa – que foi gravada pelas autoridades -, ela e o detento discutem os possíveis benefícios de fazer acusações contra Strauss-Kahn. Segundo o jornal, esse presidiário é um dos indivíduos que teriam feito depósitos no total de US$ 100 mil na conta de Diallo ao longo dos últimos dois anos. (Fonte: Agência Estado)




Como é fácil destruir a reputação de uma pessoa. Num piscar de olhos o mundo desaba.