Virtudes ou vícios: o que prevalece em nossas famílias?

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Virtude é uma palavra que quase não faz mais parte do nosso vocabulário. Infelizmente, vivemos numa cultura pautada em perceber os erros e as fraquezas e não as virtudes e qualidades das pessoas. É preocupante a forma como os programas de humor ironizam as falhas e as fragilidades humanas e acentuam a intolerância, especialmente entre os jovens.
A adoção de vícios como fuga aos problemas cotidianos é uma prática cada vez mais presente nas famílias e uma série de fatores interfere nesse processo, desde questões físicas a desajustes emocionais e psicológicos. Ao analisar mais de perto essas questões, percebemos que  um aspecto parece ser muito forte nesse processo: a solidão, o abandono, a falta de limites. E por que aumenta tanto o número de viciados em nosso meio? Talvez pelo abandono e a solidão que muitas pessoas vivem dentro de suas próprias famílias, porque em muitos lares as pessoas até ficam juntas, sob o mesmo teto, mas não estão juntas:  cada um está isolado em sua própria televisão; em seu próprio computador; ouvindo as “suas” músicas, enfim, cada um vai se isolando e inevitavelmente, isso gera solidão e reforça a adoção de vícios  para suprir as lacunas deixadas pela falta da presença do outro. E mesmo quando a pessoa já se encontra dominada por um vício, muitas vezes a família não consegue ajudar, porque acha que o viciado é sempre alguém “sem vergonha”, “irresponsável”, etc.
Como é difícil considerar que o vício também é construído e, na maioria das vezes se torna  uma doença. O alcoolismo, por exemplo, que afeta tantos lares, quase sempre é visto como fruto da irresponsabilidade, mas o AA – grupo de Alcóolicos Anônimos mostra que este é uma doença e que precisa da ajuda de toda a família para ser superado. O mesmo acontece com as drogas e com tantos outros vícios. Poderíamos nos perguntar: quais vícios estão afetando as nossas famílias? E perguntar também: porque isso acontece em minha família? Nós, do MFC – Movimento Familiar Cristão  acreditamos que a família que reza unida, permanece unida e por isso mesmo nos reunimos periodicamente para estudar, para buscar forças na Palavra de Deus, para questionar nossas atitudes e práticas. Um dos questionamentos que sempre fazemos é:  como estão sendo as orações em minha família? Rezamos juntos? Comungamos as mesmas idéias? Partilhamos nossas dificuldades e alegrias? Valorizamos uns aos outros? Como tratamos nossos filhos? Temos convicção de que uma família é mais do que um aglomerado de pessoas; é uma união de pessoas que se amam e que se cuidam. Será que estamos cuidando uns dos outros? Ou cada um cuida de si mesmo e acaba se sentindo sozinho e abandonado?
Participar de um grupo de convivência é um caminho para driblar a solidão e para partilhar angústias e sofrimentos que, via de regra, conduzem às drogas. Diz uma lenda chinesa que quando temos um problema devemos partilhá-lo com pelo menos  dez pessoas, porque cada vez mais ele vai diminuindo e aumenta o número de pessoas que poderão nos ajudar a resolvê-lo. Nós, do MFC,  temos experimentado isso em nossas vidas e  convidamos você e sua família a participar conosco de uma das nossas equipes base.
Que tal dedicar parte do seu tempo para refletir e rezar por sua família?  Em Rondonópolis temos grupos e movimentos que se preocupam com as questões familiares e estão abertos à participação de todos: grupos de casais, grupos do MFC, grupos de oração da Renovação Carismática; grupos de oração do terço, Escolinha do Cursilho, grupo de Estudo Bíblico, reuniões nos setores e comunidades, missas diárias, várias pastorais e serviços, enfim, uma série de oportunidades que Deus coloca em nossa caminhada para que tenhamos uma vida mais harmônica e mais feliz.
Busque informações na secretaria da paróquia mais próxima de sua casa e participe conosco da maravilhosa experiência de fortalecer os laços familiares  junto com outras famílias que acreditam na construção de um mundo  mais fraterno a partir de lares edificados no amor de Deus e em relações de compreensão, solidariedade, amor e  partilha.

(*) Aparecido, Antônio, Elma, Francislaine,  Valter,  Laci,  Lindinalva e  Cidinho – Equipe MFC Sagrada Família Paróquia Bom Pastor

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