
A fim de garantir mais transparência e credibilidade na distribuição das casas populares em Rondonópolis, líderes da Comissão do Grito pela Moradia com Justiça Social (CGM Jus) estiveram nesta quarta-feira (27/07) na Câmara Municipal em busca de apoio dos vereadores. O intuito é que o movimento Grito pela Moradia seja transformado em lei prevendo que todas as casas populares entregues na cidade sejam escolhidas pelas lideranças comunitárias e líderes de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).
O presidente do Conselho Distrital da Região Salmen (Condisa) e da Comissão do Grito pela Moradia com Justiça Social, Ailton Pereira da Silva, e o vice-presidente da Comissão, Antônio Gomes Chaves, o popular Chaves, informaram ao Jornal A TRIBUNA que sete dos vereadores já garantiram apoio à iniciativa. Eles adiantaram, inclusive, que o vereador Cido Silva já externou a pretensão de apresentar projeto de lei no sentido de que as lideranças comunitárias tenham vez na escolha dos beneficiários das casas populares.
Conforme Ailton Pereira, com essa lei específica, haveria segurança na escolha dos contemplados com casas populares no município, beneficiando aqueles que realmente precisam. “Não podemos deixar ocorrer da maneira que está sendo feito, com pessoas que não precisam recebendo moradias populares”, criticou ele. Chaves, por sua vez, pontuou que a ideia vem recebendo apoio de toda a sociedade, “porque o caminho é esse para maior transparência”.
Com a transformação do movimento em lei, Chaves observou ainda que a CGM Jus vai ser um comitê fiscalizador permanente da distribuição das moradias. Mesmo com a lei, explicou que as lideranças comunitárias vão seguir regras e critérios para a escolha dos contemplados. “Não vamos aceitar irregularidades, seja de quem for”, afirma. “Esse projeto virá valorizar as lideranças comunitárias e garantir o papel de agente fiscalizador da Comissão”, acrescentou Ailton.
Agora a Comissão do Grito pela Moradia vai estar acompanhando e cobrando para que a proposta realmente possa ser transformada em lei. “Estamos aguardando a posição dos vereadores que ainda não se manifestaram”, lembrou Chaves. “As lideranças que nos apoiam vão cobrar os nomes dos vereadores que não estão apoiando a causa”, advertiu Ailton.



