Servidores públicos do Estado em Rondonópolis conveniados com o MT Saúde estão reclamando da qualidade da prestação de serviços oferecidos na cidade pelo instituto. Eles alegam o descredenciamento de vários médicos nos últimos meses, período longo de espera para acesso a alguns atendimentos e falta de cobertura para alguns procedimentos.
Um grupo de professores estaduais protocolou no Ministério Público um abaixo-assinado que reclama melhores condições para os conveniados quando necessitam acionar o MT Saúde. O promotor da Cidadania, Dr. Ari Madeira, recolherá as reclamações dos servidores em uma audiência, que acontece hoje na sede da promotoria.
“Vamos ouvir quais são os problemas. É a primeira vez que recebemos essas denúncias. Se for o caso, iremos chamar o MT Saúde”, explicou o promotor. O presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), João Eudes da Anunciação, disse que a audiência será uma oportunidade para os professores elencarem ao promotor de Justiça todas as dificuldades que tiveram na hora que precisaram usar o convênio estadual de saúde.
A professora Josefa de Oliveira Nascimento foi a responsável por colher as assinaturas do documento protocolado junto ao Ministério Público. Ela reclama que vários médicos deixaram o convênio e o atendimento teria ficado precário. “Não temos urologista, mastologista, psiquiatra, temos apenas um fonoaudiólogo que não atende amplamente, apenas um otorrino e outras deficiências”, descreveu ela.
A servidora reclamou que no mês de março houve aumento do valor cobrado pelo convênio, em que a enfermaria teve ajuste de 8%, o apartamento 11% e agregados de 13%. “Essa cobrança não condiz com o que eles oferecem hoje aqui para nós”, criticou a docente.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente do MT Saúde, Bruno Martins alegou desconhecer o descredenciamento de vários profissionais. A assessoria disse que o instituto está verificando apenas a queixa de um profissional de Rondonópolis que teria reclamado a inscrição de um médico no MT Saúde que teria se negado em atender pelo convênio.
Eles confirmaram que a Santa Casa solicitou o descredenciamento na parte de pronto atendimento porque iniciou parceria para o serviço com um plano de saúde e que atendimento está sendo feito na Materclin.



