
A falta de transparência da prefeitura de Rondonópolis sobre projetos e gastos públicos não é novidade. Agora o problema é o contrato que o município mantinha com a empresa que deveria executar as demarcações e sinalizações das ciclorrotas e ciclofaixas que seriam feitas nas principais vias da região central da cidade. Apenas na rua Dom Pedro II o serviço foi realizado e ficou sem utilidade.
Há um ano, a Prefeitura suspendeu as obras após reações negativas de empresários que temiam serem prejudicados por falta de estacionamento em frente aos seus estabelecimentos comerciais.
A promessa, na época, era de que associações locais como ACIR e CDL, em 15 dias entregariam um estudo sobre as demarcações, e com isso seria definido o que seria feito.
Passado um ano nada aconteceu. A Prefeitura simplesmente fez mistério. Somente informou ontem que rompeu o contrato com a empresa, isso depois da reportagem do A TRIBUNA, cobrando explicações, ter sido publicada no final de semana.
E, está aí, justamente, o problema. O contrato tem um valor de R$ 1,6 milhão. É recurso público municipal e é justo que a população saiba seu destino.
São informações que deveriam ser repassadas à população. É obrigação da Prefeitura informar os gastos públicos, bem como sobre contratos e projetos.
A sociedade deveria saber o que foi decidido, e se nada foi decidido, porque isso ainda ocorre um ano depois da suspensão das obras. A população também tem direito se saber se algum valor foi pago para a empresa e qual seria esse valor.
Na nota divulgada ontem, o Paço Municipal explicou que fez o pagamento dos serviços que haviam sido feitos e anulou o empenho da obra. No entanto, não informou o valor pago, nem os motivos que embasaram a decisão de não dar continuidade ao projeto.



