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O levantamento feito pelo A TRIBUNA junto às obras em praças, parques e áreas de lazer da Prefeitura de Rondonópolis, com soma de investimentos estimados em mais de R$ 50 milhões, traz ainda outros questionamentos que precisam ser abordados e debatidos pela sociedade. Além da parte da falta de transparência já tratada, é primordial apontar outros aspectos como a grande quantidade de obras sendo realizadas ao mesmo tempo e, na maior parte dos casos, pelas mesmas empresas, que precisam executar o trabalho concomitantemente, o que pode ocasionar atrasos na execução das obras, dentre outras situações prejudiciais.
Como é sabido, o número de obras em atraso ou paradas na cidade é bem alto. Segundo o Geobras do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), ao menos 63 obras estão atrasadas ou paralisadas em Rondonópolis. Se o Município enfrenta dificuldade em dar andamento em obras essenciais que nunca terminam, é provável que com o montante de obras em andamento em praças e áreas de lazer, todas ao mesmo tempo e sendo executadas pelas mesmas empresas, o cidadão verá nos próximos meses ou até anos, praças e mais praças cercadas e inacabadas.
Além disso, praças e áreas de lazer necessitam de manutenção adequada e a realidade de Rondonópolis não é essa. Mesmo com quantidade restrita de parques, praças e áreas de lazer, são constantes os problemas relatados pelos cidadãos ocasionados pela falta de manutenção, o que deixa frenquentemente esses locais tomados por mato, lixo e alvo de vandalismo. Até a recém-reformada Praça dos Carreiros, no centro da cidade, já foi vandalizada e reclamações de lâmpadas queimadas e lixo no local ocorrem com frequência. O Parque do Escondidinho, inaugurado recentemente, é outro que já ocasionou reclamações de moradores. O local que custou milhões aos cobres públicos e demorou quase 10 anos para ser concluído estava sem manutenção, abandonado, sendo vandalizado.
A conclusão disso é que a população tem o direito de saber o que está sendo investido, os motivos dos altos investimentos, o planejamento para evitar obras paradas ou em atraso e a organização para a manutenção desses locais depois de prontos. E é primordial que a fiscalização ocorra. TCE e o Ministério Público, bem como a Câmara Municipal devem obrigatoriamente acompanhar a situação e garantir o bom uso do dinheiro público.



