Caiu como uma bomba no colo da população a notícia de que a abertura da Comissão Especial de Investigação (CEI), para apurar as evidências de superfaturamento nas compras com dispensa de licitação, durante a pandemia do novo coronavírus, foi barrada e ainda com suspeita de “manobra política”, em sessão extraordinária na última sexta-feira (22) da Câmara Municipal de Rondonópolis.
Desde quando o projeto de resolução para a abertura da CEI foi protocolado com as assinaturas de 11 vereadores, era esperado que o mesmo fosse aprovado, pois eram necessários apenas os 11 votos, ou seja, a maioria absoluta dos vereadores de Rondonópolis.
A expectativa de aprovação da CEI surgiu desde o seu protocolo. Os trabalhos para a abertura de uma CEI começam com o protocolo de um Projeto de Resolução, que precisa ter no mínimo sete assinaturas para começar o trâmite oficial na Casa de Leis.
Neste caso, já na fase de protocolo havia 11 assinaturas, mesmo número necessário para a sua aprovação, o que é chamado de maioria absoluta – a metade do total de vereadores (hoje 21) mais um voto.
No entanto, os vereadores não se atentaram, propositalmente ou não, de que o presidente da Câmara que estava no grupo favorável à CEI só votaria em caso de empate.
———— CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ————
Ou seja, no “frigir dos ovos”, eram 10 votos a favor da CEI e 10 contra até a realização da sessão. Resultado que daria empate e o presidente da Câmara Municipal, vereador Cláudio da Farmácia (MDB), teria direito ao voto para desempatar a votação, com a tendência de votar favorável à CEI, que ele assinou o protocolo de abertura.
Eis que surgiu um “xeque-mate”, supostamente preparado pelo grupo político do prefeito Zé do Pátio (SD).
O vereador Vilmar Pimentel (SD) usou do direito previsto no Regimento Interno de se abster do voto na reunião, situação que deixou o placar de votação em 10 votos a favor da CEI e 9 contra, fato que impediu o empate de 10 a 10, tirando o direito do voto do presidente da Câmara. Como eram necessários 11 votos para abrir a CEI, o projeto foi arquivado.
Nos meios políticos, esse é o fato mais comentado em Rondonópolis, quando muitos diziam que o vereador Vilmar Pimentel teria se “acovardado” em votar contra a CEI, mas, na verdade, ele foi a peça estratégica do grupo do prefeito Zé do Pátio e teve foi a coragem de impedir a criação da CEI, que tem o respaldo da opinião pública rondonopolitana.






Alguém ainda duvida que esses vereadores do lado do prefeito votaria pela abertura da CEI, se não tivesse algum esquema ja arquitetado? Alguém duvida que os vereadores do MDB aderiram a CEI por qual motivo? Alguém ainda duvida que o vereador Adonias, que parece estar colado ao prefeito quando esse está em algum bairro ou obra, iria apoiá-lo, se não tivesse ja um esquema armado por eles para esse outro tal Vilmar Pimentel, que não é a primeira que apronta não estaria já no “esquema” arquitetado entre vereadores e prefeito? Será que não tá rolando mais alguma coisa que não seja armação política? Cadê o Ministério Público para investigar tudo isso? E agora com essa denúncia surgida esse fim de semana em áudios por um repórter da cidade, onde acusa o prefeito de ter quebrado a Coder em esquema com José Riva. Será que foi por esse acordo entre ambos, que o condenado José Riva não o entregou na famosa “caixinha” que era recebida pelos deputados estaduais. Cabe agora ao MP e Judiciário proceder com as devidas investigações, pois se dependermos desses vereadores, estamos ferrados com esses ditos “fiscais do Executivo”, que na verdade, estão aliados em se promoverem, em troca de que, ainda não se sabe.
Deixem que barrem a CEI. Esses projetos de politicos estão esquecendo que este ano haverá eleiçoes, e este episodio vergonhoso estará bem nitido na memoria dos eleitores.
Mais uma vez o povo de Rondonópolis esta vendo como a condução da política é suja, jogo de interesses escusos e tudo fica por isso mesmo. Decência, honra e honestidade se encontram na lata do lixo.