
Empresários estão preocupados em perder financiamentos e até terrenos em distritos industriais do município em função da inadimplência da Prefeitura com a Receita Federal. Apesar de não especificar prazos para estar com a certidão quites com a Receita, o procurador-geral do município, Fabrício Correa, afirmou que a Prefeitura obteve uma liminar na Justiça que determina que a União dê baixa e desconsidere o caráter positivo das certidões. No entanto, a União ainda não teria dado baixa no sistema.
De acordo com Correa, foram três os motivos que levaram o município a ficar inadimplente com a Receita Federal. Primeiro, havia uma pendência junto ao Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Rondonópolis (Impro), que já teria sido regularizada, porém o Impro, segundo o procurador-geral, não teria ainda conseguido fazer a devida baixa no sistema.
O segundo motivo era a pendência de documentações junto à Caixa Econômica Federal (CEF), que também teria sido sanada, porém ainda estariam em análise na CEF. E, por fim, o terceiro motivo, é o parcelamento dos débitos previdenciários da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder).
Contudo, enquanto a Prefeitura se mantém inadimplente, empresários como Amilton Severino da Costa temem o pior. “Com a inadimplência da prefeitura não consigo fazer a escritura do terreno que comprei no Distrito Industrial Augusto Bortoli Razia”, destaca o empresário.
Sem a escritura, Amilton não tem como iniciar as obras de construção da empresa no local, que tem prazo estabelecido pela própria Prefeitura para ter início. “Eu tenho um prazo para iniciar as obras, caso contrário posso perder o terreno”, argumenta.
Além disso, o empresário também está correndo o risco de perder o financiamento com o Banco do Brasil, que tem prazo para ser utilizado.
A prefeitura admite que a inadimplência prejudica os empresários e afirma que está fazendo o possível para que a situação esteja regularizada o mais rápido possível.



