
A equipe técnica do Departamento de Ações Programáticas estima que em Rondonópolis mais de 200 pessoas estejam com os sintomas da tuberculose ou mesmo com a doença já desenvolvida e desconhecem o fato. A informação foi repassada à reportagem ontem durante uma panfletagem na Praça dos Carreiros.
“Em Rondonópolis, já sabemos de 60 casos confirmados da doença”, disse a enfermeira da Vigilância Epidemiológica Roseli Pereira Soares.
Segundo Lourenço Ribeiro da Cruz Neto, técnico do Programa de Combate a Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde, a panfletagem de ontem teve o objetivo de chamar a atenção da população aos sintomas da doença e o alerta para fazer o exame no Centro de Saúde Jardim Guanabara, que é referencia no tratamento dos casos confirmados da doença. “Desta vez escolhemos a Praça dos Carreiros para esta panfletagem porque é o lugar com maior fluxo de pessoas de todos os bairros em razão do terminal de transporte coletivo. Sempre que realizamos campanhas como esta, as pessoas começam a procurar as unidades de saúde para tratamento”, disse o técnico.
Lourenço conta que a maior incidência da doença acontece nos presídios e residências onde as pessoas vivem mais aglomeradas. “A tuberculose é transmitida de pessoa para pessoa. Ao respirar, tossir ou falar, o doente espalha no ar as bactérias que podem ser aspiradas por outras pessoas”, explica.
A orientação para quem apresentar os sintomas é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa para investigar o caso, por meio de exames de escarro e raio-x. Os casos confirmados são encaminhados para o acompanhamento médico especializado e de graça no Centro de Saúde do Jardim Guanabara. Para obter a cura, o paciente deve seguir o tratamento até o fim.
A ação marcou o encerramento das atividades de alerta voltadas para o Dia Mundial do Combate à Tuberculose, instituído em 24 de março. Os panfletos entregues ontem pelas equipes do Departamento de Ações Programáticas contém informações sobre os sintomas e a gravidade da doença e orientações sobre a importância do tratamento contínuo pra obter a cura.
As enfermeiras Rosângela Adriana Borges da Rocha (Centro de Saúde Jardim Guanabara) e Roseli Pereira Soares (Vigilância Epidemiológica) atuaram junto com o técnico na orientação das pessoas que embarcaram e desembarcaram no terminal do transporte coletivo naquele período. Homens e mulheres receberam informações sobre os principais sintomas da doença que tem cura, mas sem tratamento pode levar à morte. Dentre os sintomas se destaca principalmente a tosse por mais de três semanas, febre baixa e frequente nos fins de tarde, suor noturno, falta de ar, dor nas costas e no peito e emagrecimento acelerado.
Para os pacientes sem outras complicações, o tratamento dura em média seis meses e, para tanto, o acompanhamento médico quanto a medicação são oferecidos de graça. Já nas pessoas com a diabetes, o vírus HIV e outras doenças, pode se prolongar por até um ano. “Após o diagnóstico na unidade de saúde, o tratamento deve começar o quanto antes e prosseguir sem nenhuma interrupção, mesmo com o desaparecimento dos sintomas. Ele só termina quando o médico confirmar a cura por meio de exames”, alerta Rosângela
NO MUNDO
A Organização Mundial de Saúde – OMS que instituiu o Dia de Combate à Tuberculose em alusão ao descobrimento do bacilo causador, em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch, apresenta estatísticas da doença no mundo inteiro. Os levantamentos revelam que existem 9 milhões de casos novos em todo mundo. Desse total, 70 milhões estão n Brasil. Cerca de 4,6 mil pessoas morrem a cada ano, vítimas da doença no país.



